A primeira-dama é uma das pessoas mais influentes do governo; está em São Tomé e Príncipe, na África, com Lula em viagem pelo continente.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, completa 57 anos neste domingo 27/08 Nascida em União da Vitória, no Paraná, a socióloga é uma das pessoas mais poderosas do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desde janeiro, quando teve início o governo, Rosângela da Silva ampliou seu espaço nas decisões tomadas pelo chefe do Executivo e colecionou reclamações de aliados do petista.Janja está em São Tomé e Príncipe, na África, onde acompanha a viagem de Lula pelo continente. O casal retorna ao Brasil na noite deste domingo. A chegada a Brasília está prevista para às 18h15. Não há previsão oficial de festa.
A primeira-dama acompanhou a participação o presidente na 15ª Cúpula do Brics, realizada em Joanesburgo, na África do Sul, na visita de Estado que Lula fez a Angola e acompanhará neste domingo a presença do presidente na 14ª CPLP (Conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
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Chamada de “algoritmo” ou “presidenta” por ministros e congressistas, Janja é uma das conselheiras mais influentes de Lula. Ainda no governo de transição, ela influenciou na montagem de ministérios ao menos 3 vezes. Na época, usou argumentos sobre o que considerava impróprio ou que pudesse causar danos de imagem à então futura gestão.
Logo no início do governo, Janja cobrou explicações sobre a falta de um cargo formal para ela na estrutura do governo. No Brasil, a mulher ou o marido do chefe de Estado não possui vínculo formal com o governo e qualquer atividade desenvolvida será voluntária.
Integrantes do governo avaliaram que a designação de uma função para Janja no governo poderia ser caracterizada como nepotismo, mesmo que ela não recebesse salário. Também poderia depender de mudança na legislação, o que dependeria do Congresso.
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Janja ficaria ainda sujeita ao escrutínio dos congressistas, que poderiam convocá-la para audiências públicas e poderia ser investigada por órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União). Mesmo sem função administrativa ou política no governo e sem receber salário, Janja trabalha diariamente em uma sala no 3º andar do Palácio do Planalto. O local fica ao lado do gabinete presidencial. A primeira-dama tem uma equipe própria e costuma receber autoridades e celebridades na sede do Executivo.
O presidente já disse em algumas ocasiões que consulta a mulher sobre determinadas decisões e que, no ano passado, durante a campanha eleitoral, disse a ela diretamente que precisaria de sua ajuda para governar. Lula resiste às reclamações feitas contra Janja e, sempre que sente que o clima não está bom, a defende publicamente.Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro Márcio França (Portos e Aeroportos), resumiu: “a única coisa imutável” em Lula é Janja.
Janja, no entanto, deve perder uma de suas batalhas. A primeira-dama, que teve sua cota de nomeações na Esplanada, é contra a demissão do ministro Wellington Dias (PT) do Ministério do Desenvolvimento Social e também defende que nenhuma ministra perca o cargo na reforma ministerial.
Dias, no entanto, está na mira. Pode ter de deixar o cargo para dar lugar ao deputado André Fufuca (MA), do PP. O chefe do Executivo já prometeu dar a pasta ao partido, mas ainda sofre resistências internas, especialmente do PT.

Os ministérios de Ciência e Tecnologia, comandado por Luciana Santos (PC do B), e do Esporte, por Ana Moser, também estão sendo negociados com o Republicanos. O partido escolheu o deputado Silvio Costa Filho (PE) para assumir o cargo em uma das pastas. Lula retomará as conversas em seu retorno da África.
JANJA & LULA
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Formada em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná, Janja filiou-se ao PT em 1983 e conhece Lula há anos, desde que o petista realizava as chamadas caravanas da cidadania nos anos 1990. Os 2 iniciaram o relacionamento no fim de 2017, mas só em maio de 2019 o tornaram público. Na época, Lula estava preso em Curitiba e quem contou sobre a relação foi o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira depois de uma visita à carceragem.
Janja participou ativamente das vigílias em favor do petista montadas como um acampamento em frente à Polícia Federal, em Curitiba. Lula permaneceu preso por 580 dias. O petista contou em diversos discursos que Janja enviava refeições para ele na cadeia e o visitava com frequência. Em 2021, depois de ter condenações anuladas, Lula contou sobre o envio de uma sopa pela então namorada.
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Fotos: Reprodução/Google
“Uma vez, a Janja mandou para mim uma sopa em uma garrafa térmica. Acho que a sopa continuou cozinhando na garrafa e não saía de dentro. Os caroços da lentilha cresceram e eu não conseguia tirar de dentro. Fui puxando com uma colher, dei tapa no fundo da garrafa até terminar. Já não era mais sopa, mas estava gostosa”, disse.
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Ao deixar a cadeia, em 8 de novembro de 2019, Lula anunciou que se casaria com Janja e a beijou enquanto discursava em cima de um palanque montado por militantes. Eles passaram a morar juntos em São Bernardo do Campo, onde Lula começou sua carreira política. Depois, foram para São Paulo. Se casaram em 18 de maio de 2022, na capital paulista. No mesmo ano, Janja aderiu ao Programa de Demissão Voluntária da Itaipu Binacional, estatal onde trabalhou por 14 anos. Seu salário era de R$ 20.000.
Fonte: com informações do Portal Poder
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