19 de Abril de 2026

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Política - 06/11/2025

Presidentes da COP 29 e COP 30 apresentam plano para mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático

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Foto: Reprodução/Google

Ao apresentarem o Mapa do Caminho de Baku a Belém, líderes reiteram que recursos estão disponíveis e destacam os atores devem intensificar esforços de forma proporcional à escala e à urgência da crise climática

As presidências da COP 30, de Belém (PA), e da COP 29, do Azerbaijão, anunciaram na quarta-feira, 5/11, o Mapa do Caminho de Baku a Belém, um plano estratégico para mobilizar ao menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento até 2035. Os presidentes das duas COPs, André Corrêa do Lago e Mukhtar Babayev, enfatizam que a meta é alcançável, mas exige esforços significativos tanto de fontes tradicionais quanto da criação de mecanismos financeiros inovadores.

 

No contexto da Meta Financeira de Baku, as partes atribuíram às presidências da COP 29 e da COP 30 a responsabilidade de elaborar o relatório. Ao assinalar uma década desde a adoção do Acordo de Paris, o avanço rumo a uma nova meta de financiamento deve catalisar a próxima etapa na implementação dos compromissos assumidos.

 

Este é o início de uma era de transparência no financiamento climático. Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, a ação climática precisa estar integrada a reformas econômicas e financeiras concretas. Com as 5Rs, o Mapa transforma a urgência científica em um plano prático de cooperação global e resultados efetivos”, afirmou André Corrêa do Lago

 

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Precisamos agir e o momento é agora

 

 

Os compromissos climáticos para 2030 e 2035 nos oferecem uma oportunidade rara de transformar promessas em desenvolvimento real e sustentável, protegendo o planeta, gerando empregos, fortalecendo comunidades e garantindo prosperidade para todos”, disse Babayev

 

Frentes de ação (5Rs)

 

 


O Mapa estabelece cinco áreas que serão prioridade até 2035, cada uma apoiada por pontos de ação específicos:

 

 

 

1 - Reabastecimento de doações, financiamento concessional e capital de baixo custo;

2 - Reequilíbrio do espaço fiscal e da sustentabilidade da dívida;

3 - Redirecionamento de financiamento privado transformador e redução do custo de capital;

4 - Reestruturação da capacidade e da coordenação para portifólios climáticos em escala;

5 - Reformulação de sistemas e estruturas para fluxos de capital equitativos.

 

 

 

Áreas-chave

 

Em conjunto, esses esforços visam garantir que o financiamento climático alcance ao menos US$ 1,3 trilhão por ano, ampliando o acesso para os países em desenvolvimento e fortalecendo os resultados em áreas-chave como adaptação, perdas e danos, energia limpa, natureza, sistemas alimentares e transições justas.

 

Arquitetura financeira global

 

 

Este Mapa reflete o crescente consenso internacional em torno da necessidade de reformar a arquitetura financeira global, especialmente no contexto pós-pandemia de COVID-19. Sua elaboração foi informada por uma ampla gama de contribuições provenientes de líderes políticos, financeiros, econômicos e sociais de todas as regiões.

 

Ações concretas

 

 

Para iniciar a implementação do Mapa, as presidências propõem um conjunto de ações concretas voltadas à melhoria da qualidade dos dados, ao estímulo de debates estruturantes sobre reformas e ao fortalecimento da transparência e da cooperação internacional. As medidas pretendem gerar impulso político, orientar prioridades estratégicas e demonstrar o que é possível alcançar.

 

Cooperação

 

 

“O Mapa demonstra como, por meio da cooperação, podemos ampliar o financiamento climático para alcançar US$ 1,3 trilhão anuais até 2035, apoiando os países em desenvolvimento no cumprimento de suas metas climáticas”, afirmou Simon Stiell, Secretário Executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

 
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Transformação

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Segundo o relatório, as propostas surgem como novo paradigma no enfrentamento à mudança do clima. “Esta nova era marca a aproximação entre os processos formais e a economia real, pela aceleração da implementação e pela geração de benefícios para bilhões de pessoas. Soluções de financiamento climático mais robustas e eficazes serão parte essencial dessa transformação. Os recursos existem. A ciência é clara. O imperativo moral é inegável. O que resta é a determinação para fazer desta a década em que a ambição se transforma em ação e a resposta da humanidade finalmente corresponde à escala de sua responsabilidade”, indica o relatório.

 

Fonte: com informações Gov

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