21 de Abril de 2026

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Política - 20/03/2023

Presidente Lula alavanca pauta docial com msis médicos e extra no Bolsa Família

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Foto: Reprodução

Presidente busca conciliar as promessas de campanha na área social em meio à pressão dos bancos para definição de política fiscal e da nova taxa Selic de juros.

Em meio à turbulência econômica em torno do debate sobre o arcabouço fiscal, que pretende substituir o teto de gastos no controle do orçamento federal, Lula busca alavancar a pauta social para marcar os 100 dias de governo, no próximo dia 10 de abril.

 

Nesta segunda-feira (20), o presidente vai participar do relançamento do Programa Mais Médicos, que foi criado pelo atual ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, quando comandava a pasta da Saúde no governo Dilma Rousseff em 2013.

 

O programa, que contratou médicos cubanos para atuar em áreas desprestigiadas pela classe médica no Brasil, foi um dos principais alvos de setores da extrema-direita que aderiram à narrativa de Jair Bolsonaro (PL), como o Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

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"Hoje muita coisa mudou, então o Brasil precisa de um novo Mais Médicos, que com certeza vai ajudar não só a cuidar das pessoas e contribuir com o nosso grande movimento de vacinação, mas também a reduzir as filas de cirurgias e de exames do SUS", disse Padilha ao anunciar o retorno do programa.

 

A fala do ministro, divulgada em vídeo nas redes sociais, incorpora o termo usado por Lula durante a campanha e que está sendo retomado nas reuniões ministeriais: "cuidar das pessoas", dando ênfase às ações sociais junto à população mais pobre.

 

“O papel do Estado é cuidar das pessoas”, disse Lula na ultima quarta-feira (15), durante lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), projeto que busca garantir direitos das populações mais vulneráveis diante do avanço da violência policial.

 

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Também nesta segunda, o governo começa o pagamento do novo Bolsa Família, com valor médio de R$ 670, com a inclusão de um adicional de R$ 150 por criança de 0 a 6 anos.

 

O benefício será inicialmente pago a 694.245 famílias que preenchiam os requisitos, mas não estavam na lista de beneficiários, passem a receber os valores.

 

Segundo o governo, há no cadastro das 21,19 milhões de famílias que recebem o benefício 8,9 milhões com crianças até 6 anos, que receberão o extra. No total, será investido R$ 14 bilhões no programa somente no mês de março, um valor histórico, que será refletido principalmente na economia local.

 

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Ao mesmo tempo em que usa os programas sociais para alavancar a micro economia, o governo Lula trava uma batalha na macroeconomia, com o atrito entre os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), que buscam limitar os investimentos do governo com o arcabouço fiscal, e os ministros das áreas sociais, que contam com o apoio de setores do PT, incluindo a presidenta Gleisi Hoffmann (PT-SP), que defende uma "política fiscal contracíclica, expansionista" em meio às projeções de crescimento de 1%, divulgada na última semana pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), abaixo da média mundial, de 2,6%.

 

"Se é verdade q a economia crescerá menos este ano segundo indicadores divulgados pelo governo, precisamos então aumentar os investimentos públicos e não represar nenhuma aplicação no social. Em momentos assim, a política fiscal tem de ser contracíclica, expansionista", escreveu Gleisi no sábado (18), um dia após a reunião no Planalto em que Lula pediu a Haddad para ouvir mais pessoas antes de fechar a proposta do arcabouço.

 

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Fotos: Reprodução

 

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Pressionado pelo sistema financeiro, o ministro da Fazenda busca fechar a proposta com Lula antes da viagem à China, no final da semana, e da divulgação da reunião do Copom, na quinta-feira (23), sobre a taxa de juros.

 

Em meio ao campo minado, Lula e a ala política vêem a manutenção dos juros nas alturas e a adoção de um política fiscal de contração nos investimentos federais como um tiro no pé, que vai refletir diretamente nas promessas de campanha e na popularidade do governo.

 

Fonte: com informações da Revista Forum

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