Primeira mulher a presidir o STM, Maria Elizabeth Rocha defende empoderamento feminino e inclusão nas Forças Armadas.
Empossada há pouco mais de um mês como a primeira mulher a presidir o Superior Tribunal Militar (STM), a ministra Maria Elizabeth Rocha tem usado a posição para defender bandeiras de equidade, inclusão e empoderamento feminino. A ministra conversou com as jornalistas Adriana Bernardes e Mariana Niederauer e reforçou a importância de políticas públicas afirmativas para corrigir desigualdades históricas no país. Maria Elizabeth ainda criticou a falta de representatividade de mulheres, negros e pessoas LGBTQIA+ em espaços de poder.
“Minha pauta é, sobretudo, o empoderamento feminino. É inconcebível seres humanos serem hierarquizados socialmente em razão de orientação sexual, de gênero e de etnia”, afirmou. Ao destacar que trouxe para a equipe dela pessoas de diferentes origens, identidades e vivências, Rocha ressaltou o compromisso de dar o exemplo dentro da própria estrutura do tribunal.
Entre as iniciativas que já começaram a ser colocadas em prática está o Observatório da Equidade, idealizado pela presidente para fomentar práticas antidiscriminatórias e ampliar a escuta de grupos tradicionalmente excluídos. “Recebi coletivos de mulheres trans, negras e 35 lideranças indígenas neste primeiro mês. A interface do Estado com as comunidades tradicionais sempre são as forças armadas, então é importante o diálogo”, explicou.
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Rocha também revelou que o STM se prepara para levar às escolas e academias militares ações de letramento racial e de gênero. O objetivo é contribuir para a formação de jovens mais conscientes e respeitosos. “A intolerância, muitas vezes, não é a aceitação; você não precisa aceitar, mas você tem a obrigação, inclusive constitucional, de respeitar”, frisou.
Com a recente indicação de Verônica Sterman ao STM, feita pelo presidente Lula, o número de mulheres no colegiado dobrou (de uma para duas ministras); um avanço simbólico, mas ainda insuficiente. “As dificuldades começam quando as indicações são políticas. Nossos corredores são mais estreitos do que os dos nossos colegas homens”, pontuou a presidente, ao defender a adoção de ações afirmativas para garantir maior equidade nos espaços de decisão.
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Fotos: Reprodução/Google
Para ela, as mulheres seguem enfrentando barreiras estruturais, mesmo com leis já em vigor, como a de igualdade salarial entre gêneros. “Os donos do poder, os homens héteros, brancos e de classe média, não abrem mão dos seus espaços de ocupação. É importante que haja políticas públicas que promovam a equidade e sirvam de exemplo também para o setor privado”, declarou.
Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense
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