23 de Abril de 2026

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Política - 20/06/2022

Presidente da Petrobras pede demissão e deixa o cargo após polêmicas sobre novo aumento da gasolina

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Foto: Reprodução

José Mauro Ferreira Coelho durante cerimônia de posse na presidência da Petrobras

A Petrobras informou, nesta segunda-feira, 20, que José Mauro Coelho pediu demissão da presidência e, também, do Conselho de Administração da companhia. O anúncio foi feito quase um mês após o executivo começar a ser pressionado pelo próprio governo diante reajuste no preço de combustíveis.

 

"A nomeação de um presidente interino será examinada pelo Conselho de Administração da Petrobras a partir de agora", disse a companhia em comunicado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


O provável substituto de Coelho é Caio Paes de Andrade, secretário de Desburocratização do Ministério da Economia. Ele foi indicado ao cargo pelo pelo governo há um mês, mas a troca esbarrou nos trâmites legais definidos para a substituição.

 

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Terceiro executivo a comandar a estatal no governo Jair Bolsonaro, José Mauro Coelho ficou no cargo pouco mais de dois meses - foi o segundo menor período de gestão da empresa desde o fim da ditadura militar.

 

A saída dele era aguardada desde o dia 23 de maio, quando o Ministério de Minas e Energia anunciou que seria realizada a terceira troca no comando da empresa. Na ocasião, a pasta alegou que "diversos fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel, mas sobre todos os componentes energéticos".

 

Os dois executivos que antecederam José Mauro na presidência da Petrobras - Roberto Castello Branco e o general Joaquim Silva e Luna - também deixaram o comando da estatal diante pressão do próprio governo por conta da alta de preços dos combustíveis.

 

A política de preços da Petrobras segue a mesma adotada em 2016 pelo governo Michel Temer. Ela é submetida ao critério de paridade internacional, o que significa que os preços dos combustíveis levam em consideração a cotação do barril de petróleo no mercado internacional e, também, as oscilações do dólar.

 

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Fotos: Reprodução

 

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O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, cobrou dos três executivos nomeados por ele para o comando da Petrobrasque os preços dos combustíveis fossem contidos. Já de olho na reeleição, ele elevou o tom das críticas e chamou de "estupro" o lucro da estatal e pressionou a empresa a não aplicar reajustes.

 

Fonte: Portal G1

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