"Tomei a decisão de conceder o indulto em abril passado acreditando que o condenado não abusou da vulnerabilidade das crianças que ele supervisionava.
A presidente da Hungria, Katalin Novak, anunciou sua renúncia neste sábado, 10/2, depois de enfrentar pressão por perdoar um homem condenado como cúmplice por encobrir um caso de abuso sexual em um abrigo infantil.
"Cometi um erro. Hoje é o último dia em que me dirijo a vocês como presidente", disse Novak em um discurso transmitido pela televisão estatal. Novak, que não é chefe de governo, se tornou a primeira mulher presidente do país em 2022, um cargo praticamente protocolar.Novak, uma aliada próxima do primeiro-ministro conservador Viktor Orbán, perdoou cerca de duas dezenas de pessoas em abril de 2023 ?entre elas o vice-diretor do lar de crianças, que ajudou o ex-diretor da instituição a esconder seus crimes.
"Tomei a decisão de conceder o indulto em abril passado acreditando que o condenado não abusou da vulnerabilidade das crianças que ele supervisionava. Cometi um erro porque o perdão e a falta de fundamentação foram adequados para suscitar dúvidas sobre a tolerância zero que se aplica à pedofilia", disse ela.
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"Peço desculpa a quem magoei e a todas as vítimas que possam ter tido a impressão de que não as apoiei. Sou, fui e continuarei a ser a favor da proteção das crianças e das famílias", acrescentou. Novak é ex-ministra dos Assuntos da Família.
O homem que Novak perdoou foi condenado a mais de três anos de prisão em 2018 por pressionar as vítimas a retirarem as suas alegações de abuso sexual contra o diretor do lar infantil estatal, que foi condenado a oito anos por abusar de pelo menos dez crianças entre 2004 e 2016.Nesta semana, os partidos da oposição exigiram a demissão de Novak devido ao caso e, na sexta-feira, 9, mil manifestantes reuniram-se no gabinete de Novak pedindo que ela deixasse o cargo.
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Fotos: Reprodução/Google
Numa tentativa de conter os danos políticos, Orbán, cujo partido Fidesz está iniciando a campanha para as eleições para o Parlamento Europeu em junho, apresentou uma alteração constitucional ao parlamento na noite de quinta-feira, 8/2, que priva o presidente do direito de perdoar crimes cometidos contra crianças.
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Neste sábado, a ex-ministra da Justiça de Orbán, Judit Varga que deveria liderar a lista do Fidesz para as eleições, e que também assinou o perdão disse no Facebook que deixaria o cargo de deputada.
Fonte: com informações Folha de São Paulo
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