A nota também destacou a importância simbólica da COP, mas reafirmou a necessidade de cortes orçamentários. Em seu lugar, o país será representado pelo ministro do Meio Ambiente, Norbert Totschnig.
O presidente federal da Áustria, Alexander Van der Bellen, anunciou oficialmente que não participará da COP30 em Belém, no Brasil. A decisão foi comunicada por meio de nota da chancelaria presidencial, divulgada pela emissora pública austríaca ORF, justificando que os altos custos logísticos — incluindo viagem e estrutura de delegação — excedem o orçamento disponível.
A nota também destacou a importância simbólica da COP, mas reafirmou a necessidade de cortes orçamentários. Em seu lugar, o país será representado pelo ministro do Meio Ambiente, Norbert Totschnig.
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Crise internacional de hospedagem em Belém
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Preços abusivos e falta de vagas
• Cerca de 18?000 leitos disponíveis em Belém, mas a expectativa é de 45?000 a 50?000 participantes, gerando grande pressão na infraestrutura local.
• Cotações chegaram a US$?700 por pessoa/noite, e casos extremos relatam diárias de até US$?2?000 ou mais (há relatos de até R$?15?000, equivalente).
Medidas emergenciais do Brasil
• O governo federal disponibilizou duas embarcações de cruzeiro, oferecendo cerca de 6?000 leitos extras.
• Reservas oficiais foram abertas com tarifas limitadas:
• até US$?200 por noite para países menos desenvolvidos (LDCs)/pequenos países-insulares (SIDS);
• US$?220 a US$?600 para outras delegações.
• Ainda assim, esses valores superam a ajuda de custo da ONU, que cobre US$?149 por dia.
Reuniões de emergência e pressões internacionais
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• A UNFCCC convocou reunião emergencial em 29 de julho de 2025, com o objetivo de discutir custos e acessibilidade.
• Ficou estabelecido um prazo até 11 de agosto de 2025 para o Brasil apresentar soluções concretas sobre hospedagem, transporte, alimentação, segurança e infraestrutura.
• Grupos como o African Group of Negotiators (AGN) alertaram que arbítrios de preços podem levar países pobres a reduzirem ou cancelarem a participação, comprometendo a legitimidade da conferência. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, também reforçou esse risco simbólico.
Impactos previstos e críticas crescentes
Representatividade ameaçada
• Países como Senegal, Moçambique, Níger e Haiti, junto a pequenos países insulares e economias emergentes, já sinalizaram preocupação com a falta de acesso por questões orçamentárias. Há até solicitações formais para que a sede seja transferida, caso não se resolva o impasse até 11 de agosto.
Reações do setor empresarial e sociedade civil
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Fotos: Reprodução/Google
• Consultorias, instituições financeiras e participantes do setor privado estão optando por evitar Belém, e participam de eventos paralelos em São Paulo e Rio de Janeiro, que oferecem melhor estrutura e preços mais acessíveis. ?
Desafios de infraestrutura
• Atrasos e limitações na capacidade aeroportuária, logística urbana e falta de concentração dos delegados foram apontados como potenciais obstáculos para negociações fluídas.
Polêmica política interna
• O alto investimento em obras estruturantes em Belém (estimado em bilhões de reais) tem sido criticado por casos de falta de transparência e revisões de orçamentos. Alguns setores apontam que a própria preparação da cidade se tornou mais simbólica do que eficaz.
Cronograma (datas confirmadas)
• COP30 em Belém: de 10 a 21 de novembro de 2025.
• Reunião de emergência da UNFCCC: 29 de julho de 2025.
• Prazo para solução: até 11 de agosto de 2025.
A ausência do presidente austríaco, Van der Bellen, reforça a magnitude da crise logística que ronda a COP30 — que vai muito além das questões diplomáticas, atingindo diretamente a inclusão e representatividade dos países mais vulneráveis. Enquanto o Brasil insiste em manter Belém como prioridade simbólica da conferência, cresce a pressão internacional para garantir hospedagem digna, acessível e infraestrutura adequada para todos.
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