16 de Abril de 2026

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Segurança Pública - 23/02/2026

Presa na Operação Erga Omnes detalha à polícia civil prática de "rachadinha" no gabinete do vereador Rodrigo Guedes em Manaus

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Foto: Divulgação

Declarações fazem parte de investigação em andamento e ainda serão analisadas pelas autoridades.

Depoimento prestado à Polícia Civil do Piauí cita suposta prática de “rachadinha” no gabinete do vereador Rodrigo Guedes, segundo relato da investigada Lucila Meireles Costa. Caso está sob apuração e não há conclusão das autoridades. Notícias de Manaus – Um termo de interrogatório da Polícia Civil do Estado do Piauí, datado de 20 de fevereiro de 2026, trouxe à tona declarações da investigada Lucila Meireles Costa, suspeita de atuar como falsa advogada para acessar informações sigilosas da Justiça do Amazonas e repassá-las a integrantes do Comando Vermelho, que citam o gabinete do vereador Rodrigo Guedes em meio a apuração criminal.

 

A mulher foi presa no âmbito da Operação Erga Omnis, da Polícia Civil do Amazonas, que investiga o “núcleo político” da facção criminosa com infiltrações no poder público. A PC-AM descobriu que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções, para obter dados estratégicos em processos judiciais e uso de empresas de fachada nos setores de transporte e logística.

 

O documento, identificado como Termo de Qualificação e Interrogatório nº 38485/2026, integra procedimento da investigação. Durante o interrogatório, Lucila fez referência a uma suposta prática conhecida como “rachadinha” no gabinete parlamentar. Segundo o relato registrado no documento, haveria procedimentos relacionados à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), com apresentação de notas fiscais para reembolso e posterior saque dos valores em espécie.

 

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“Perguntada se havia “rachadinha”, respondeu: Que, no gabinete de Rodrigo, havia prática relacionada à CEAP (Cota para Exercício da Atividade Parlamentar); que eram apresentadas notas fiscais para reembolso; que os valores eram sacados em espécie; que não repassava parte do seu salário, pois era comissionada com remuneração de R$ 2.500,00; que os valores seriam obtidos via reembolso da CEAP e não diretamente da folha de pagamento“, diz documento. De acordo com o termo, a investigada afirmou que os recursos mencionados teriam origem no reembolso da cota parlamentar. As declarações constam como parte do depoimento e não configuram, até o momento, conclusão oficial das autoridades.

 

Investigação envolve suspeita de organização criminosa

 

Fotos: Divulgação


O interrogatório integra investigação mais ampla que apura possível atuação de organização criminosa vinculada ao tráfico de drogas. Conforme o registro policial, há suspeita de cooperação entre investigados no Amazonas e em outros estados. Lucila Meireles Costa foi presa no contexto dessa apuração, que ainda está em fase inicial. O procedimento segue sob responsabilidade das autoridades competentes, sem definição final sobre responsabilidades penais. No depoimento, a investigada também declarou que não possui inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e que não exerce formalmente a advocacia. Apesar disso, relatou que elabora petições jurídicas que seriam assinadas por advogados regularmente inscritos.

 

Token da OAB e menção a advogada de Manaus


Outro ponto registrado no termo de interrogatório diz respeito a um token da OAB apreendido em posse da investigada. Segundo seu relato, o dispositivo pertenceria a uma advogada da cidade de Manaus. As informações fazem parte exclusivamente das declarações prestadas por Lucila à autoridade policial e permanecem sob verificação. Não há, até o momento, conclusão oficial sobre eventual irregularidade envolvendo o equipamento ou terceiros citados.

 

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Caso segue sob análise


As declarações envolvendo o nome do vereador Rodrigo Guedes constam em procedimento investigativo e deverão ser analisadas pelos órgãos competentes, inclusive a Câmara Municipal de Manaus, dentro de suas atribuições institucionais. Até o momento, trata-se de investigação em andamento, sem juízo definitivo sobre a veracidade das afirmações ou eventual configuração de irregularidades. A reportagem procurou o vereador Rodrigo Guedes, por meio de sua assessoria de imprensa, e aguarda resposta. 

 

Fonte: Com informações Portal AM Post 

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