18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 29/05/2024

Prefeitura participa de evento sobre mortalidade materna na Amazônia

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Foto: Divulgação / Semsa

Exame de ultrassonografia em gestante

A Prefeitura de Manaus, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), esteve presente no “Simpósio Diálogos sobre Mortalidade Materna no Contexto Amazônico”. O evento, sediado no auditório Telessaúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no bairro Cachoerinha, também foi transmitido ao vivo pelo YouTube. Promovido pelos comitês estadual e municipal de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal, o simpósio trouxe à tona discussões cruciais sobre a mortalidade materna.

 

O simpósio destacou a médica de saúde pública Tatiana Pacheco Campo, consultora da Fundação Oswaldo Cruz e integrante da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que apresentou uma análise aprofundada sobre os avanços e desafios globais e nacionais no combate à mortalidade materna. O evento também ofereceu uma visão abrangente da situação no Estado do Amazonas e na capital, Manaus.

 

Djalma Coelho, subsecretário municipal de Saúde, enfatizou na abertura do evento que Manaus tem registrado uma queda significativa na taxa de mortalidade materna, mas que o desafio persiste. “Estamos intensificando e ampliando as ações de educação permanente para os profissionais da Atenção Primária, com o objetivo de qualificar as equipes e fortalecer a rede de saúde da capital”, afirmou Coelho.

 

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A enfermeira Lúcia Freitas, chefe do Núcleo de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa e presidente do Comitê Municipal de Prevenção do Óbito Materno, Infantil e Fetal, destacou a importância do simpósio como uma plataforma para a troca de conhecimentos e fortalecimento do compromisso em melhorar a assistência pré-natal, fundamental para a prevenção de óbitos maternos.

 

Karine Souza, enfermeira do Núcleo de Investigação de Óbitos, apresentou um panorama da mortalidade materna em Manaus de 2016 a 2023. Os dados mostraram uma redução impressionante na Razão de Mortalidade Materna (RMM), de 191,67 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2021 para 56,73 óbitos por 100 mil nascidos vivos em 2023. A maior incidência de óbitos em 2023 ocorreu entre mulheres de 30 a 39 anos (52,6%), seguidas por aquelas de 20 a 29 anos (36,8%).

 

Freitas ressaltou que a análise das Causas Raiz do Óbito Materno é fundamental para identificar melhorias necessárias no atendimento de saúde. “Após cada óbito materno, uma análise detalhada é realizada para desenvolver um plano de ação que visa aprimorar continuamente o sistema de saúde”, explicou.

 

O evento também apresentou experiências bem-sucedidas na rede de saúde municipal e estadual, como o ‘Projeto Bom Parto: boas práticas no pré-natal com ênfase na humanização’, apresentado pela fisioterapeuta Rafaella Bitar Bezerra, da Unidade de Saúde do Parque das Tribos.

 

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A mortalidade materna, que abrange o período da gestação até o 42º dia após o término da gravidez, é um indicador vital de desenvolvimento e qualidade de vida. A redução dos óbitos maternos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização Mundial de Saúde (OMS), que visa diminuir a taxa global de mortalidade materna para menos de 70 por 100 mil nascidos vivos.

 

Fonte: com informações da Prefeitura de Manaus

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