alunos da Semed visitam horta
Com o objetivo de ampliar a educação ambiental em espaços não formais, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou nesta terça-feira, 3/3, a primeira edição do “Circuito Ambiental”, no Espaço do Conhecimento Ambiental do Manauara (Ecam), localizado na Avenida Mário Ypiranga, no bairro Adrianópolis, com a participação de estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professora Francisca Pergentina, localizada no Zumbi.
O ponto de partida foi a exposição “A Arte da Fotografia, Cultura e Literatura”. Em seguida, os estudantes visitaram a horta comunitária instalada na Garagem 8, conheceram o processo de compostagem e finalizaram a experiência no Buritizal, uma área preservada com vegetação nativa localizada dentro do próprio shopping.
O biólogo, Marcus Pereira, que atua como guia do Ecam, explicou que o circuito ambiental desenvolvido na Cidade Ambiental é estruturado para ampliar o conhecimento de professores e alunos por meio de experiências práticas fora da sala de aula. Ele destacou que o percurso inclui exposição educativa, visita à horta orgânica e trilha no fragmento florestal, promovendo uma imersão na educação ambiental não formal e demonstrando como práticas sustentáveis podem ser aplicadas dentro de um espaço urbano.
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“Aqui os alunos têm contato com plantas alimentícias não convencionais da Amazônia, como caruru, taioba e ora-pro-nóbis, além de conhecer espécies que ainda resistem, mas estão ameaçadas, como a castanheira. É um momento de descoberta e de aproximação real com a nossa biodiversidade”, completa o biólogo.
A estudante, Nicolle dos Santos Teixeira, contou que a visita foi sua primeira experiência de aprendizagem fora do ambiente escolar e destacou que a atividade despertou curiosidade e interesse ao apresentar informações e espécies que ela ainda não conhecia. “Eu achei muito interessante porque tem plantas que a gente nem imagina que existem e acaba não valorizando. Também fiquei surpresa em saber que alguns animais aparecem aqui em certas épocas. Foi uma oportunidade muito boa, quem não veio, perdeu”, brincou ela.

Fotos: Divulgação / Semed
O professor, José da Silva Sampaio, avaliou que atividades externas tornam o aprendizado mais dinâmico e enriquecedor, pois proporcionam aos estudantes uma vivência diferente da rotina tradicional de sala de aula. Ele ressaltou que essas experiências fortalecem a compreensão dos conteúdos trabalhados na escola e ampliam o olhar dos alunos sobre o próprio território.
“Quando eles vivenciam na prática, o aprendizado ganha outro significado. Além disso, a visita também é importante para nós, professores, porque muitas vezes não conhecemos todas as riquezas ambientais que existem na nossa própria cidade”, finaliza o professor.
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