20 de Abril de 2026

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Política no Amazonas - 21/06/2023

Prefeitura de Manaus e defensoria pública do estado do amazonas levam combate à violência obstétrica à comunidade indígena

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Foto: Divulgação / Semsa

O evento acontecerá a partir das 9h, na maloca dos Povos Indígenas, situada na rua Rio Purus, s/nº, no bairro Tarumã-Açu, Zona Oeste.

O Dia Estadual de Combate à Violência Obstétrica é comemorado nesta quarta-feira, 21/6, e para marcar a data, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), promoverá um encontro com as mulheres da comunidade indígena Parque das Tribos. O evento acontecerá a partir das 9h, na maloca dos Povos Indígenas, situada na rua Rio Purus, s/nº, no bairro Tarumã-Açu, Zona Oeste.

 

Realizado em parceria com o Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica, coordenado pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), o encontro tem na agenda uma roda de conversa e a oferta de serviços de saúde, incluindo consultas médicas e de enfermagem, e testes rápidos para sífilis, HIV e hepatites virais, além de consultas com assistentes sociais e orientação jurídica gratuita.

 

A técnica da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, enfermeira obstetra Gerda Costa, explica que as mulheres indígenas foram escolhidas como público prioritário da ação por estarem entre as populações com maior vulnerabilidade, em se tratando de violações de direitos durante a gestação, parto e pós-parto.

 

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“Já foi comprovado que as mulheres que sofrem mais violência obstétrica são as negras, pardas e indígenas. Como somos um dos estados com maior população indígena, escolhemos fazer esse evento em Manaus no Parque das Tribos, que é um bairro indígena”, aponta.

 

Fotos: Divulgação / Semsa

 

No encontro, Gerda Costa vai participar de uma roda de conversa com foco nos direitos das mulheres durante o trabalho de parto e pós-parto. Conforme a técnica da Semsa, é nesse período que ocorre a maior parte das violências obstétricas, como proibir o acompanhante de estar presente no trabalho de parto ou impedir o contato pele a pele do bebê com a mãe após o nascimento, sem motivo.

 

 

 

“Nossa proposta é que elas conheçam seus direitos para empoderá-las, para que saibam se fazer ouvir durante o ciclo gravídico-puerperal e não sejam vítimas de violência obstétrica quando forem para a maternidade”, afirma Gerda, que vai usar fantoches para apresentar às participantes, de forma lúdica, situações de violação de direitos.

 

Fotos: Reprodução

 
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O evento terá, ainda, a participação de servidores da Divisão de Promoção da Equidade às Populações Vulneráveis da Semsa Manaus, diante das especificidades do segmento populacional feminino indígena.

 

Também no encontro, a Defensoria Especializada de Registros Públicos fará uma triagem de mulheres indígenas que não tenham documentos de identificação, visando a posterior expedição dos títulos. A ação visa assegurar a essas mulheres o acesso à declaração de nascido vivo de seus filhos, por ocasião do parto e nascimento, bem como a outros direitos e benefícios para o pleno usufruto da cidadania.

 

Fonte: com informações de Jony Clay Borges / Semsa

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