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Meio Ambiente - 02/04/2025

PREÇO DO PROTAGONISMO: Diálogo de Petersberg cobra urgências pré Cop30 e Foz do Amazonas

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Foto: Reprodução/Google

Representantes de 40 países se reuniram em Berlim com a missão de debater estratégias da Cúpula brasileira, com destaque para benefícios econômicos e de segurança nacional da ação climática

O Diálogo do Clima de Petersberg, realizado em Berlim na última semana, representa um marco significativo nas negociações climáticas que antecedem a COP30.A tradicional reunião vem sendo realizada desde 2010 e reúne negociadores de aproximadamente 40 países, servindo como plataforma essencial para construir consensos antes das conferências oficiais conferências oficiais da ONU sobre o clima.

 

Neste ano, o evento ganhou especial relevância por ser o primeiro grande encontro de alto nível realizado após a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, anunciada pelo presidente Donald Trump em em janeiro de 2025. Além disso, marca a primeira de algumas etapas determinantes na preparação da COP30, que será sediada em Belém do Pará, no coração da Amazônia brasileira, em novembro.

 

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente-designado da Cúpula no Brasil fez uma participação firme sobre as questões climáticas que estarão em xeque efoi questionado sobre tensões e desafios específicos que o país vem enfrentando enquanto se prepara para receber os cerca de 60 mil visitantes previstos para o evento.

 

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Um dos temas cobrados na reunião foi a atualização sobre exploração de petróleona Foz do Amazonas. O diplomata declarou que esta será uma "decisão nacional" e não um consenso como foi o Acordo de Paris. O governo brasileiro enfrenta uma disputa interna sobre o tema, com divergências notáveis entre os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Marina Silva (Ambiente).

 

E a questão adiciona uma camada a mais de complexidade à já desafiadora missão de presidir a COP30, especialmente considerando que será a primeira conferência realizada após o completo em que o mundo excedeu o limite de temperatura de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. O governo brasileiro enfrenta uma disputa interna sobre o tema, com divergências notáveis entre os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Marina Silva (Ambiente).

 

 

 

E a questão adiciona uma camada a mais de complexidade à já desafiadora missão de presidir a COP30, especialmente considerando que será a primeira conferência realizada após o completo em que o mundo excedeu o limite de temperatura de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris.

 

"Neste momento no Brasil, está havendo uma discussão entre aqueles que são totalmente contra e aqueles que são totalmente a favor. Acho que há algo no meio-termo, que precisa ser baseado em informações racionais", declarou Corrêa do Lago em entrevista coletiva para a imprensa em Berlim.

 

Metas precisam ser ambiciosas

 

 

André Corrêa, presidente COP30

 


Durante o encontro, o Brasil, a Alemanha e a ONU uniram discursos e forças diplomáticas para defender os benefícios econômicos e de segurança nacional das ações climáticas ambiciosas. António Guterres, Secretário-Geral da ONU, convocou os países a entregarem novos planos climáticos nacionais - as chamadas NDCs - e estabeleceu um prazo concreto, até setembro de 2025, reiterando que é preciso ambição suficiente para limitar o aquecimento global a 1,5°C.

 

Segundo pesquisa conjunta do PNUD e da OCDE, se os países entregarem novos planos climáticos (NDCs) alinhados às metas do Acordo de Paris, o PIB mundial em 2040 seria 0,2% maior do que com as políticas atuais – equivalente ao PIB atual da Suécia. Até 2050, NDCs fortes aumentariam o PIB global em até 3%, chegando a 13% até 2100.

 

Chefe do PNUD, Achim Steiner explicou que estes percentuais representam "bilhões" de dólares e poderiam retirar 175 milhões de pessoas da pobreza extrema através de investimentos na transição energética, segurança alimentar e serviços básicos.

 
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Olaf Scholz, primeiro-ministro alemão, fez questão de comentar a postura do presidente norte-americano Donald Trump. "Negar que o problema existe não o fará desaparecer", destacou Scholz, adicionando que "os serviços de inteligência, incluindo o da Alemanha, avaliam que há risco de segurança nacional relacionados aos efeitos da crise do clima".

 

Fonte: com informações Exame

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