Criada oficialmente pela Lei nº 14.448/2022, a campanha coincide com o aniversário da Lei Maria da Penha, 7/8, e busca alertar, prevenir e mobilizar a sociedade contra todas as formas de violência de gênero.
Maria Santana Souza - O Agosto Lilás é mais do que uma campanha. É um movimento nacional que une vozes, instituições e comunidades na luta pelo fim da violência contra a mulher. Criada oficialmente pela Lei nº 14.448/2022, a campanha coincide com o aniversário da Lei Maria da Penha, 7/8, e busca alertar, prevenir e mobilizar a sociedade contra todas as formas de violência de gênero.
De acordo com dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2024 o Brasil registrou 1.492 casos de feminicídio, uma mulher foi estuprada a cada 6 minutos e mais de 21 milhões sofreram algum tipo de violência em 12 meses. Por isso, o Agosto Lilás é urgente e necessário.
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A campanha reforça que a violência doméstica não é apenas física. A lei prevê como crime:
1. Violência física – agressões corporais, empurrões, socos, queimaduras, entre outros.
2. Violência psicológica – ameaças, humilhação, chantagem, isolamento, manipulação emocional.
3. Violência moral – calúnia, difamação e injúria.
4. Violência sexual – qualquer ato sexual sem consentimento, inclusive no casamento.
5. Violência patrimonial – retenção ou destruição de documentos, bens, dinheiro ou objetos pessoais.
Ações em Manaus: compromisso da prefeitura e do governo do Amazonas
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Destacando o compromisso local, tanto a Prefeitura de Manaus, sob a liderança do prefeito Davi Almeida, quanto o Governo do Estado do Amazonas, sob o comando do governador Wilson Lima, têm intensificado campanhas e políticas públicas voltadas à valorização, proteção e empoderamento das mulheres.
Essas iniciativas envolvem não apenas a ampliação dos canais de atendimento e acolhimento às vítimas de violência, mas também ações educativas, culturais e de sensibilização que promovem o respeito e a igualdade de gênero na sociedade.
O reforço dessas políticas é fundamental e altamente significativo para a redução dos índices de feminicídio e de violência doméstica, impactando diretamente a segurança e a qualidade de vida das mulheres em Manaus e em todo o estado do Amazonas. O trabalho conjunto entre as esferas municipal e estadual cria um ambiente mais protetivo, fortalecendo a rede de apoio e contribuindo para o rompimento dos ciclos de violência.
Ações pelo Brasil
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O Agosto Lilás conta com iniciativas nacionais e locais, como a Operação Shamar, coordenada pelo Ministério das Mulheres e forças de segurança, que mobiliza mais de 50 mil agentes em 2 mil municípios para reforçar o cumprimento de medidas protetivas e prender agressores.
Prefeituras, Câmaras Municipais, Tribunais, Ministérios Públicos e organizações da sociedade civil promovem palestras, rodas de conversa, blitz educativas, iluminação de prédios públicos na cor lilás e divulgação dos canais de denúncia. Para Maria Santana, idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, a luta contra a violência de gênero é também uma luta pela transformação social:
“O Agosto Lilás nos lembra que a violência não é um problema individual, mas estrutural. Quando uma mulher rompe o silêncio, ela não salva apenas a própria vida, mas abre caminhos para que outras façam o mesmo. No Portal Mulher Amazônica e no Ela Podcast, damos voz a essas histórias de coragem, porque acreditamos que a informação é uma arma poderosa para romper ciclos de opressão.”
Como denunciar e buscar ajuda

Fotos: Reprodução/Google
• Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24h, ligação gratuita e sigilosa)
• Disque 190 – Polícia Militar (em caso de emergência)
• Aplicativo Proteja Brasil – disponível para Android e iOS
• Centros de Referência da Mulher – atendimento psicossocial, jurídico e de acolhimento
A responsabilidade é de todos
O combate à violência contra a mulher exige ação coletiva: governos, instituições, mídia e sociedade civil. Denunciar, apoiar e acolher são atitudes que salvam vidas. Neste Agosto Lilás, que cada compartilhamento, cada conversa e cada gesto de apoio sejam um passo a mais para que possamos dizer: violência contra a mulher, nunca mais.
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