16 de Abril de 2026

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Especial Mulher - 17/04/2026

Portal Mulher Amazônica destaca lançamento do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres no segundo semestre

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Foto: Reprodução/Google

Anúncio reacende debate sobre enfrentamento à violência e necessidade de fortalecimento das políticas públicas no país

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, anunciou que o novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres será lançado no segundo semestre deste ano. A proposta é resultado da 5ª Conferência Nacional realizada em 2025 e deve orientar as ações do governo federal no enfrentamento à violência e na promoção de direitos.

 

O anúncio foi feito durante seminário da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher, em um contexto de aumento dos casos e crescente preocupação com a efetividade das políticas públicas existentes.

 

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Ministra das Mulheres, Márcia Lopes e a deputada Luizianne Lins

 


Durante o evento, Márcia Lopes destacou que o enfrentamento à violência contra mulheres exige atuação contínua. Como exemplo, citou um município do Paraná sem registros de feminicídio nos últimos dois anos, mas com cerca de 80 boletins de ocorrência diários relacionados à violência contra mulheres.

 

O dado reforça que a ausência de feminicídios não significa ausência de violência, evidenciando a necessidade de políticas preventivas mais eficazes. A deputada Luizianne Lins (Rede-CE), que solicitou o seminário, defendeu o papel do Legislativo na articulação das políticas públicas, destacando a importância da integração entre diferentes iniciativas já existentes.

 

Jovens mulheres cada vez mais vulneráveis

 

 

 


Outro ponto de alerta apresentado foi o aumento da violência entre adolescentes. Segundo Débora Reis, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, houve crescimento superior a 30% nos casos de feminicídio entre meninas de 12 a 17 anos em 2024. O dado aponta para um agravamento do problema em faixas etárias cada vez mais jovens, exigindo respostas específicas e urgentes do poder público.

 

Falhas no atendimento e risco iminente

 


A coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres, Mariana Pereira, chamou atenção para a subnotificação e a forma como mulheres em situação de violência são atendidas nas unidades de saúde.Segundo ela, muitas vítimas são tratadas como pacientes recorrentes sem diagnóstico claro, quando, na verdade, apresentam sinais de violência.

 

Um dos dados mais críticos apresentados indica que mais de 60% dos feminicídios ocorrem até 30 dias após o registro de violência no sistema de saúde. O intervalo revela falhas graves na proteção dessas mulheres após a identificação do risco. O governo também defende a criação de um sistema internacional de registro de feminicídios junto à Organização Mundial da Saúde, para permitir comparações e aprimorar estratégias globais.

 

Posicionamento do Portal Mulher Amazônica

 

 

Fotos: Reprodução

 


O Portal Mulher Amazônica avalia que o anúncio do novo Plano Nacional representa uma oportunidade importante de reorganizar e fortalecer as políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil. No entanto, o portal ressalta que o país já possui diretrizes, leis e programas que, na prática, não têm sido suficientes para conter o avanço da violência.

 

Os dados apresentados durante o seminário são contundentes: mulheres continuam sendo assassinadas mesmo após buscarem ajuda, adolescentes estão cada vez mais expostas e os sistemas de atendimento ainda falham na identificação e proteção das vítimas. Diante disso, o Portal defende que o novo plano traga metas claras, mecanismos de monitoramento, recursos garantidos e estratégias específicas para territórios mais vulneráveis, como a Amazônia.

 
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Na região, onde o acesso aos serviços públicos é mais limitado e as distâncias geográficas dificultam a proteção, o risco é ainda maior. O enfrentamento à violência contra mulheres exige mais do que planejamento. Exige execução, presença do Estado e compromisso real com a vida.

 

Fontes:
Agência Câmara de Notícias
 

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