Quanto mais startups inovadoras surgem, mais dinheiro e riqueza circula no país de forma direta ou indireta. Entenda.
Em 2014 só se falava em uma coisa: a crise econômica e o desemprego. A economia encolheu cerca de 3,3% em 2016 e o desemprego, que atingiu seu auge em março de 2017 com uma taxa de 13,7%, deixou milhões de brasileiros sem trabalho até hoje.
Ao mesmo tempo em que o país se afundava no déficit e no pessimismo econômico, muitas startups conseguiram driblar a maré baixa e se tornar ‘unicórnios’ bilionários.Fintechs, lawtechs, construtechs e outras tantas… Algumas delas chegaram a receber US$ 1,05 bilhões de dólares em investimentos em 2018, atraindo a atenção de grandes grupos investidores como o Softbank.Aliás, as startups estão nascendo mais do que nunca por aqui. Segundo o Sebrae, 11 milhões de empresas foram criadas no país nos últimos anos por pessoas que precisavam de trabalho.
São pessoas que aproveitaram o dinheiro da rescisão para abrir o próprio negócio, ou que por conta da idade avançada não conseguiram se recolocar no mercado de trabalho.Mas, a boa notícia é que, quanto mais startups inovadoras surgem, mais dinheiro e riqueza circula no país de forma direta ou indireta.
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Entre 2018 e 2019 houve um verdadeiro boom: mais de 150 investimentos de venture capital aconteceram em startups brasileiras. Somente no ano passado nasceram mais de 2.500 empresas como essas por aqui.Mas como o empreendedorismo está relacionado ao desenvolvimento econômico? Qual é a importância do empreendedorismo no longo prazo para a economia?
O empreendedorismo está no coração da economia e tem um papel central na sua recuperação. Ele está ajudando o país a se reerguer, pois o empreendedor é o principal interessado em enxergar oportunidade e tem a coragem de arriscar.Os empreendedores são os responsáveis por liderar as iniciativas inovadoras no setor privado, criar produtos e serviços com custo-benefícios cada vez melhores para os consumidores.
Criam soluções para diminuir custos e desperdícios em todas as áreas (construção civil, agricultura, indústria alimentícia e tantas outras), geram empregos e estimulam o consumo interno.O número de empreendedores acompanha o crescimento econômicoA expansão econômica pode permitir aos novos empreendedores investir mais, gerando negócios para outras empresas.

O financiamento de novos negócios também está mais disponível em tempos de crescimento econômico e muito mais restrito em uma recessão em que as empresas precisam maisOs formuladores de políticas devem intervir para apoiar os empresários quando os tempos estão ruins
Incentivar a criação de novos negócios pode ajudar a fornecer uma saída para uma recessão.Novas empresas criam um número desproporcional de novos empregos, e os desempregados são muito mais propensos a se tornarem empreendedores do que os funcionários.PORQUE O
Empreendedorismo vem crescendo no Brasil

Além do empreendedorismo por necessidade que cresceu com a crise brasileira, outros fatores contribuem para o crescimento do empreendedorismo no Brasil.Novas oportunidades surgiram com o avanço da Nova Economia.Os avanços da tecnologia deram início a uma viagem sem volta. A forma como vivemos em sociedade mudou, nossos hábitos e comportamentos também.
A nova economia é voltada para potencializar as oportunidades por meio da inovação contínua. Ela desafia a sabedoria convencional da Era Industrial e desencadeia uma transformação estrutural do comportamento de consumo, das relações comerciais e das dinâmicas de produção.Em um cenário de profundas mudanças tecnológicas e comportamentais, produtos, serviços e indústrias inteiras estão sendo substituídos por formas mais eficientes de trabalho. Porém, não são todas as empresas que conseguem acompanhar a disrupção da Nova Economia.
Enquanto algumas organizações conseguem se adaptar, outras acabam ficando para trás e perdendo seu lugar para startups inovadoras. Por isso entender e estudar o empreendedorismo é essencial para sobreviver e continuar competitivo no mercado.
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Fotos: Reprodução/Google
Um país sem emprego é um país sem dinheiro circulando, portanto sem gerar riqueza. Isso acontece porque a mão de obra e a manutenção dos postos de trabalho são fundamentais para o crescimento econômico.É aí que entra o empreendedorismo. Ao criar um novo negócio, os empreendedores precisarão de mão de obra e portanto, abrem vagas de emprego.
Considerando apenas os empreendedores iniciais que geraram pelo menos um emprego, eles foram responsáveis pela criação de aproximadamente 6,5 milhões de postos de trabalho, sejam formalizados ou não em 2018.Inclusive os pequenos negócios já somam mais de 6 milhões no país, respondendo por 52% da geração de empregos com carteira assinada no setor privado.
O Uber e o iFood, por exemplo, são a fonte de renda de quase 4 milhões de autônomos no Brasil. A título de comparação se fossem reunidos em uma folha de pagamento, ela seria 35 vezes mais longa que a de empresas gigantes e tradicionais como Correios que conta com quase 110 mil servidores.
Fonte: com informações do Portal Inovação
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