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Saúde da Mulher - 12/08/2024

Por que o ciclo menstrual de atletas geralmente é irregular? Entenda a relação

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Foto: Reprodução Google

Ginecologia do Esporte acompanha o Comitê Olímpico; baixo percentual de gordura é um dos motivos pelo qual algumas esportistas não menstruam

Os brasileiros se emocionaram com os atletas e medalhistas do Brasil nos Jogos Olimpícos de Paris, que acabam oficialmente no domingo, 11. Enquanto Rebeca Andrade virou a maior atleta olímpica brasileira de todos os tempos, ela e suas parceiras de ginástica artística também se destacaram com o inédito bronze em equipes. Para além das vitórias, algumas questões sobre performance e estratégias para não passar por perrengues nas competições foram levantadas. 

 

Aqui, já desvendamos dúvidas quanto à resistência da maquiagem, aderência do maiô e até mesmo os penteados das atletas. No entanto, uma outra dúvida em comum chamou a atenção das pessoas nas redes sociais: as atletas podem ter um ciclo menstrual regular? Em entrevista ao Terra Você, a ginecologista Raquel Magalhães explica que existem algumas razões que podem impedir que atletas menstruem regularmente. Exercício físico excessivo, que altera a produção dos hormônios hipotálamo e hipofisários, podem levar à irregularidade do ciclo menstrual, além do baixíssimo percentual de gordura corporal, que altera o colesterol.

 

“Os hormônios sexuais são produzidos à base de colesterol, quando não temos ‘gordura’ suficiente, essa produção se torna errática e acaba promovendo irregularidade menstrual. No caso de atletas de alta performance, que precisam manter os treinos e dietas rigorosos, podemos ‘repor’ os hormônios deficitários com pílulas anticoncepcionais ou outras formas de hormônios exógenos”, conta a especialista.

 

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De acordo com a ginecologista, o primeiro passo é avaliar o ciclo menstrual da atleta. Ciclos mais curtos que 21 e mais longos que 45 dias chamam a atenção e demandam avaliação médica especializada. A partir da irregularidade menstrual todos os quesitos de saúde e estilo de vida da mulher são avaliados e exames de sangue e de imagem são solicitados.

 

A ginecologista da Clínica Ginelife, Fernanda Lellis, explica que a saúde íntima possui suas particularidades em alguns esportes. "A Ginecologia do Esporte acompanha o Comitê Olímpico para cuidar das atletas, além de fazer parte do treinamento e planejamento dos ciclos menstruais e de possíveis doenças ginecológicas", destaca a médica.

 

Lellis também enfatiza que o acompanhamento multidisciplinar, especialmente durante treinos intensos, é essencial para prevenir o déficit energético. Este problema pode levar à síndrome RED-S (Relative Energy Deficiency in Sport), que pode afetar tanto homens quanto mulheres, embora seja mais frequentemente associada a atletas femininas. A Síndrome RED-S é uma condição que afeta atletas e pessoas muito ativas fisicamente e ocorre quando há um desequilíbrio entre a quantidade de energia que uma pessoa ingere e a quantidade que ela gasta. 

 

Os principais sintomas e efeitos da RED-S incluem:

 

 

- Alterações no ciclo menstrual: Para mulheres, pode causar irregularidades ou ausência do ciclo menstrual.
- Diminuição da densidade óssea: A falta de energia adequada pode levar a uma maior vulnerabilidade a fraturas e osteoporose.
- Problemas metabólicos: Isso pode incluir dificuldade em controlar o peso, fadiga crônica e baixa energia.
- Problemas de desempenho: A falta de energia pode reduzir a força, a resistência e a capacidade geral de desempenhar atividades físicas.
- Alterações no sistema imunológico: A RED-S pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a infecções.

 

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Fotos: Reprodução Google

 

O tratamento geralmente envolve aumentar a ingestão de calorias e nutrientes para equilibrar o gasto energético, reduzir a intensidade e a carga do treinamento para permitir a recuperação adequada, apoio psicológico  para tratar questões emocionais ou psicológicas, medicamentos ou suplementos necessários para tratar condições associadas, como problemas hormonais ou densidade óssea baixa.

 

Fonte: com informações do Portal Terra 

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