Por que estamos atrasados em relação aos outros países? É o que você vai ver neste post!
Apesar de as mulheres representarem 52,5% dos eleitorados no país, elas representaram apenas 33,3% do total de candidaturas em 2020 para prefeita, vice-prefeita ou vereadora. É o que diz um estudo feito pela Agência Câmara de Notícias.
Além disso, dados do Banco Mundial e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o Brasil é apenas o 115º no Ranking de Presença Feminina feito com 138 nações.
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Maioria dos líderes dos partidos políticos são homens
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Enquanto dados compartilhados pelo TSE indicam que 50% de filiados aos partidos brasileiros são mulheres, cerca de 80% dos líderes destes grupos são homens. E tem mais: 75% destes dirigentes já ocupam o mesmo cargo há mais de dez anos.
A baixa representatividade feminina no topo acaba diminuindo o investimento para alavancar o crescimento do gênero no meio da política. São essas cúpulas que decidem, por exemplo, como será feita a distribuição de recursos para campanha dentro da chapa.
Falta de investimento em candidaturas femininas
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Há quatro anos, uma decisão do TSE garantiu a reserva de, pelo menos, 30% de recursos do Fundo Eleitoral com o objetivo de financiar as campanhas das mulheres. Na prática isso não é o que acontece.
Informações do próprio TSE revelam que, pelo menos, 4 partidos não atingiram a cota de gênero em todos os municípios em que foram lançadas candidaturas nas eleições municipais em 2020.
Candidatos fantasmas se tornaram realidade
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Diversos partidos e coligações recorrem às chamadas candidatas “fantasmas” ou “laranjas” para atingir os 30% obrigatórios de candidatura feminina na chapa.Em matéria divulgada pelo portal Yahoo, o Tribunal Superior Eleitoral revelou que em 2016, 89,3% dos candidatos que não receberam votos nas eleições (9 em cada 10) eram mulheres. Ou seja, a falta de investimento se reflete na baixa representatividade no Congresso Nacional.
Mulheres ainda são cruciais nos afazeres de casa
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Fotos: Reprodução/Google
A obrigação de cuidar de casa e da família ainda continua sendo uma tarefa árdua e específica do público feminino.Mesmo empregadas, as mulheres dedicam 8 horas a mais por semana nas atividades domésticas. Ao todo, são 18,5 horas contra 10,4 dos homens. É o que diz levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Do total das mulheres, 92,1% realizaram afazeres domésticos em 2019, de acordo com a pesquisa. Essa proporção era de 78,6% para o público masculino. Para se dedicar à vida pública é preciso de tempo, algo que, infelizmente, as mulheres ainda não têm.
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Violência política também afasta as mulheres
Este também é um fator que contribui muito para que tenhamos menos mulheres nesta área. De acordo com levantamento feito pela ONU Mulheres, 82% do público feminino já sofreram violência psicológica em espaços políticos. Outras 45% já sofreram ameaças e 25% passaram por violência física. São números que desestimulam e desincentivam a participação das mulheres na política.
Fonte: com informações do Portal Convergência
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