Muitas mulheres começaram a remover seus pelos ainda muito jovens, mas poucas sabem de onde isso surgiu em primeiro lugar.
Não ter que se depilar foi citado por mulheres em todo o mundo como uma das maiores vantagens do isolamento social. Mas por que sentimos a pressão de ter a pele lisinha? A depilação geralmente é dolorosa, cara e desconfortável. Porém, muita gente sente que isso é uma obrigação ou, ainda mais comum, acredita que arrancar os pelos é uma escolha que estão ativamente tomando quando, na realidade, são anos de pressão social que formaram essas chamadas escolhas.
Muitas mulheres começaram a remover seus pelos ainda muito jovens, mas poucas sabem de onde isso surgiu em primeiro lugar. Ao longo dos anos, os pelos corporais moldaram a dinâmica de gênero, foram diferenciadores de classe social, definiram o conceito de feminilidade e controlaram as mulheres pela vergonha, mas isso agora está mudando.
Clique na galeria para ver como a remoção de pelos corporais começou, como se espalhou e como está sendo desafiada nos dias de hoje.A depilação já existia na época do Egito Antigo, da Grécia Antiga e do Império Romano. Eles já usavam conchas, cera de abelha e outros métodos depilatórios para remover os pelos.Os romanos também associavam a pele lisa e sem pelos à classe e à pureza. E isso não era restrito apenas às mulheres!
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A depilação não era essencial até o final do século XVIII

As mulheres europeias e americanas ainda não eram pressionadas a removerem os pelos, mas, com a invenção do primeiro barbeador seguro para homens de Jacques Perret em 1760, algumas delas começaram a usar o objeto para esta finalidade.De acordo com Rebecca Herzig em 'Plucked: A History Of Hair Removal', a noção moderna de que os pelos do corpo não são atraentes pode ser rastreada até o livro de Charles Darwin, 'Descendência do Homem' (1871),
De acordo com Rebecca Herzig, a famosa teoria de Darwin associou os pelos do corpo a formas primitivas e menos desenvolvidas de nossos ancestrais, o que acabou associando a pele mais lisa à evolução e à atratividade.Nessa época, os pelos - quase sempre os femininos, não os masculinos - começaram a ser vinculados a doenças, a loucura e a outras conotações terríveis, adicionando a primeira camada de pressão social.
Rebecca Herzig observou que fazer as mulheres pensarem que tinham que não ter pelos para merecerem atenção era uma forma de "controle social de gênero" sobre o papel feminino na sociedade. Essa foi uma maneira inicial e heteronormativa de controlar seus corpos e mentes através da vergonha.
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Fotos: Reprodução/Google
No início do século XX, a pele sem pelos já dominava a América branca das classes média e alta como uma aprência distinta de feminilidade. Remover os pelos corporais era uma maneira de se diferenciar da classe baixa.Em 1915, a Harper's Bazaar foi a primeira revista feminina a realizar uma campanha sobre a "necessidade" de depilar as axilas e a Gillette lançou sua primeira máquina de barbear para mulheres que, segundo seus anúncios, "resolve um problema pessoal embaraçoso".
Nas primeiras décadas do século XX, vestidos sem mangas, bainhas mais curtas e falta de meias de nylon durante a Segunda Guerra Mundial popularizaram ainda mais a remoção de pelos nas axilas e pernas nos EUA.As roupas de banho foram ganhando fundos menores e mais cavados no final da década de 1940 nos EUA, o que estimulou empresas e consumidores a focarem na depilação e formato dessas partes do corpo.Na década de 1950, quando a Playboy estreou, mulheres depiladas e com pouca roupa foram associadas à sensualidade e, em 1964, 98% das mulheres americanas entre 15 e 44 anos estavam raspando as pernas regularmente.
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Novos métodos de remoção de pelos foram lançados na mesma época, mas o primeiro processo de depilação a laser foi logo abandonado por seus efeitos danosos à pele, antes de ser reintroduzido décadas depois.Junto com a disseminação da cultura hippie, a segunda onda do feminismo dos anos 1960 e 1970 rejeitou a pressão da remoção dos pelos. Para muitas mulheres, os pelos corporais se tornaram um símbolo da luta pela igualdade.
Fonte: com informações do Portal StarsInsider
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