Bolsonaro e Milton Ribeiro conversam durante cerimônia no Palácio do Planalto
Em vez de livros, armas. Em vez de humanidade e fé, pastores lobistas cobrando propina. Em vez de respeito às leis, tentativa de passar por cima delas para benefício próprio.
Poucas imagens representam tão bem o governo Bolsonaro como o episódio do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro – que também é pastor evangélico – tentando desarmar um revólver no aeroporto, no balcão de uma companhia aérea, e atirando acidentalmente contra uma funcionária.
Está tudo ali: a violência (por que um educador/pastor precisaria levar uma arma no avião?); a falta de respeito pelas leis (quem viaja armado deve descarregar a arma em local apropriado, o que ele deliberadamente não fez); a sociedade pagando por toda essa ignorância (a funcionária atingida por estilhaços da bala).
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Foto: Reprodução
Milton Ribeiro deveria ser preso por tentativa de homicídio culposo. Ao não obedecer às regras da ANAC em relação ao manuseio de armas, ele colocou em risco todas as vidas que estavam ao seu redor.
Se um ser humano como esse tem a coragem de fazer isso em um aeroporto, fico imaginando quantas vezes ele repetiu o gesto quando era educador, perto de professores e crianças, ou em seus cultos, perto dos fiéis. A pior face do governo Bolsonaro é essa: a conduta do presidente e de quem está ao lado dele tornou normal o absurdo.
Fonte: Revista IstoÉ
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