Uma reunião marcada por empresários reuniu apenas 17 pessoas
Moradores de várias comunidades, profissionais, associações e entidades sociais de Iranduba foram proibidos de entrar, na manhã desta segunda-feira (13), na sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) localizado naquele município (a 19 km de Manaus), para participar de reunião, promovida a pedido de grandes empresários e proprietários de loteamentos na região, que são contrários ao projeto de instalação do aterro sanitário do Estado.
De acordo com as denúncias dos moradores e comunitários, a proibição do acesso às instalações do órgão público foi motivada por seu posicionamento favorável ao projeto – o primeiro que irá funcionar totalmente segundo as normas ambientais e de segurança determinadas pela legislação e entidades fiscalizadoras do setor.
“Esses empresários, muitos deles donos de loteamentos residenciais irregulares, só estão interessados em seus negócios e esquecem que Iranduba precisa resolver o problema do lixo no município até 2024, quando é o prazo final segundo lei federal”, afirmou um comerciante local que pediu para não divulgar seu nome.
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Representando a comunidade Nova Veneza e barrada na entrada do MP-AM, em Iranduba, a aposentada Diana Souza afirmou que um grupo de cerca de 20 pessoas participaram da reunião a portas fechadas com os representantes do órgão público.

“Esse é um projeto importante não apenas na parte ambiental, mas também para a economia de Iranduba, com a geração de emprego e renda em um momento difícil para o País. Portanto, é uma iniciativa bem-vinda e que merece nosso apoio”, destacou a moradora.
Também em frente ao MP-AM de Iranduba, o morador Alberto Maranhão denuncia que na área próxima ao local onde está prevista a instalação do aterro sanitário, funcionam empreendimentos irregulares, como uma granja, que poluem o meio ambiente.
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