Em 2023, durante o período intenso de queimadas ? de agosto a novembro ? Manaus foi considerada a capital com a pior qualidade do ar
A qualidade do ar está diminuindo a expectativa de vida da população amazonense. À CENARIUM, o pesquisador em meteorologia e professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Rodrigo Souza, coordenador do projeto EducAir, relata que na região com a maior concentração de florestas do Brasil a expectativa de vida é 1,2 ano menor por conta da alta concentração de micropartículas poluentes encontradas no ar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a concentração média anual de material particulado fino no ar não ultrapasse 5 µg/m³ (microgramas por metro cúbico). No Amazonas, a concentração equivale, atualmente, a 16 microgramas, três vezes mais que o recomendado.“A gente está falando de partículas que entram nas suas vias aéreas superiores, atingem os seus pulmões e podem ocasionar em condições mais sérias de saúde”, alerta o professor à CENARIUM.
Em 2023, durante o período intenso de queimadas — de agosto a novembro — Manaus foi considerada a capital com a pior qualidade do ar devido ao grande número de queimadas que atingiram o Amazonas no período. Os dados são do Relatório Mundial da Qualidade do Ar.
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Este ano, o Labclim, centro de pesquisa e prognóstico climático da UEA, prevê um período de seca tão intenso quanto o do ano passado. Por isso, Souza discorre: “O oxigênio é tão importante quanto a água, você consegue decidir não tomar um banho de rio, mas não consegue parar de respirar. O ar é inegociável“, declara.
As pesquisas são parte do projeto EducAir, organizado por Rodrigo Souza. A princípio, a iniciativa nasceu como um projeto de extensão financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), mas logo se tornou fonte de monitoramento da qualidade do ar e queimadas na Amazônia por causa dos equipamentos e dados adquiridos por meio das informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
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Foto: Reprodução/Google
Com o aumento dos desastres naturais, especialmente as queimadas na Amazônia Brasileira, a criação de um programa de educação ambiental em qualidade do ar e vigilância ambiental fez-se necessária. O EducAir tem como objetivo visitar escolas da rede pública da capital para fornecer dados climáticos e conscientizar crianças e adolescentes sobre a importância da preservação da qualidade do ar.
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A proposta também inclui o monitoramento da qualidade do ar no Amazonas por meio de dispositivos distribuídos em diversas áreas da capital e do interior. O projeto possui uma parceria direta com o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), onde parte das multas ambientais são convertidas em mecanismos de supervisão. Os dados podem ser acessados na plataforma Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva).
Fonte: com informações do Portal Uol
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