Em 2022, foram 50 registros em todo Brasil. No ano passado, as denúncias quase dobraram.
A Polícia Rodoviária Federal e as empresas de transporte se uniram para intensificar o treinamento de motoristas no combate à importunação sexual em ônibus interestaduais. No telefone, a atendente da Polícia Rodoviária Federal diz: "Polícia Rodoviária Federal, qual é a sua emergência?".
"Preciso de uma viatura o mais rápido possível para cá, para uma situação de assédio", disse uma mulher. "Eu estou com um probleminha no carro, de um passageiro causando transtorno. Uma passageira já está reclamando que ele está se esfregando nela, fazendo tipo uma situação de assédio", contou um homem.
"A minha filha está vindo sentido Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Tem um homem que assediou ela dentro do ônibus, passou a mão nela e, segundo ela me relatou, o motorista só trocou ele de lugar, mas o homem está assediando ela", relatou outra pessoa. Em 2022, foram 50 registros em todo Brasil. No ano passado, as denúncias quase dobraram.
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"Desde 2018, a repressão a esse delito se tornou mais grave, tanto é que hoje ele é punido com uma reclusão de um a cinco anos, mas não é um delito ainda muito conhecido do popular, principalmente das mulheres", afirmou a juíza criminal, Ilanna Rosa Dantas. Agentes de todo o país têm ido para dentro dos ônibus - alertar os passageiros.
"Se sentirem um toque, um apertão, uma palavra que vocês não se sintam confortáveis, o que vocês têm que fazer? Entrar em contato com o motorista do ônibus, parar no primeiro posto da PRF e lá você vai contar aos policiais que estão aptos para atender a esse tipo de ocorrência", explicou uma agente.
"Já passei por vários momentos constrangedores e nunca, da minha parte, foi feito uma denúncia porque eu sempre tive medo, então, a partir do momento que a gente aprende que não precisa ter medo é diferente", relatou a estudante, Ariane Santana. Para tentar diminuir os casos de importunação sexual, uma empresa em Goiás fez algumas mudanças dentro dos ônibus. Os veículos agora têm dois banheiros, e toda a frota reserva poltronas demarcadas que são exclusivas para mulheres.
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Fotos: Reprodução Google
"E também a gente tem aí o treinamento dos nossos guichês de venda trazendo um acolhimento para as mulheres que andam dentro da nossa frota", pontou a gerente de relacionamento da empresa, Cristiane Mônica de Souza. Os policiais também investem na capacitação dos motoristas. Eles assistem palestras pra saber como agir em casos de assédio dentro do ônibus.
"Nosso objetivo de entrar em contato com as empresas de ônibus e trabalhar junto com os motoristas é que eles sejam nossos parceiros para incentivar e estimular a denúncia desses crime", ressaltou a instrutora de Direitos Humanos da PRF, Adriana Lourenço. "Todo mundo é responsável. O respeito em primeiro lugar. É o nosso direito, é o direito humano, é o direito de conquista", afirmou a psicóloga, Renata Cristina Alves Machado.
Fonte: com informações do Portal G1
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