09 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Violência contra Mulher - 17/11/2022

Polícia iraniana atira contra pessoas no metrô de Teerã e espanca mulheres. VEJA VÍDEO

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Passageiras que não usavam hijab foram agredidas; ação policial ocorreu em meio a onda de protestos desencadeada após a morte de Mahsa Amini

As forças de segurança iranianas abriram fogo contra dezenas de passageiros do metrô de Teerã nesta quarta-feira. Os agentes também espancaram mulheres que não usavam o hijab. A ação policial ocorre em meio a uma onda de protestos no Irã desencadeada depois que Mahsa Amini, uma jovem curda de 22 anos, morreu sob custódia policial por supostamente não usar a cobertura de cabelo obrigatória no país.

 

Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a ação policial iraniana. Roham Alvandi, historiador especialista em Irã e professor de História Internacional na London School of Economics and Political Science, publicou o vídeo em sua conta no Twitter.

 

"Forças de segurança abrem fogo contra manifestantes desarmados no metrô de Teerã, que tem sido palco de protestos nos últimos 60 dias. Apesar da brutalidade da República Islâmica, protestos e greves continuam", escreveu Alvandi.

 

Veja Também

 

Governo do Amazonas sanciona lei que autoriza venda de armas dos órgãos de segurança para policiais do estado

No Distrito Federal, CAC erra ao manusear pistola e atira no pé de criança de 9 anos

Três manifestantes condenados à morte

 

 

A Justiça do Irã condenou à morte nesta quarta-feira três pessoas que haviam sido indiciadas por envolvimento em manifestações após a morte de Amini. As condenações elevam para cinco o número de civis submetidos a esse tipo de sentença por participação nos atos, iniciados em meados de setembro.

 

Os réus não tiveram a identidade revelada, mas, segundo as acusações citadas pelo Mizan Online, o site do Judiciário iraniano, um jogou seu carro contra policiais, matando um deles; o segundo feriu um segurança com uma faca; e o terceiro tentou bloquear o trânsito e "semear o terror".

 

No domingo, um tribunal de Teerã já havia condenado à morte uma pessoa considerada culpada de "incendiar um prédio do governo, perturbar a ordem pública, reunir e conspirar para cometer um crime contra a segurança nacional, ser inimiga de Deus e propagar a corrupção na Terra".

 

 

Outras cinco pessoas também foram condenadas a penas entre cinco e dez anos de prisão por "reunir-se e conspirar para cometer crimes contra a segurança nacional e perturbar a ordem pública". No mesmo julgamento, um tribunal condenou outra pessoa à morte sob a acusação de "aterrorizar pessoas na rua usando uma faca, incendiar a motocicleta de um cidadão e atacar um indivíduo com uma faca", informou o Mizan Online.

 

Por se tratar de um tribunal de primeira instância, os condenados podem apelar, segundo a agência.

 

Desde o início dos protestos, mais de 2 mil pessoas foram indiciadas, metade delas em Teerã, segundo dados da Justiça.

 

A agência oficial Irna indicou que dois guardas revolucionários e um paramilitar foram mortos na terça-feira durante as manifestações.

 

Fotos: Reprodução

 

Citando uma fonte militar, a Irna informou que Reza Almassi, um coronel da Guarda Revolucionária, foi morto "por balas disparadas por um agitador" em Bukhan, uma cidade de maioria curda na província do Azerbaijão Ocidental, no Noroeste do país.

 

Segundo a mesma fonte, outro membro da Guarda Revolucionária, Reza Azarbar, foi morto baleado por desconhecidos em Kamyaran, no Curdistão; e em Shiraz, no Sul, um membro da Bassidj, uma milícia paramilitar ligada à Guarda Revolucionária, foi morto "durante os distúrbios" na noite de terça-feira.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram. 
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

A agência também relatou a morte de um estudante devido a ferimentos na cabeça durante uma manifestação. Aluno de uma escola religiosa da Bassidji em Shiraz, ele foi "alvo de um coquetel molotov lançado por manifestantes e depois levado para o hospital", segundo a Irna, que cita o promotor da província de Fars, Mustafa Bahreïni.

 

Desde que os protestos começaram, a mídia estatal iraniana informou que mais de 30 membros das forças de segurança foram mortos em incidentes "relacionados a tumultos". Além disso, pelo menos seis membros da Guarda Revolucionária morreram em episódios de violência na cidade de Zahedan, capital da província de Sistão-Baluchistão, no Sudeste, em 30 de setembro.

 

Veja Vídeo:

 

 

Fonte: Com informações do Portal O Globo 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.