21 de Abril de 2026

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Política - 08/02/2024

Polícia Federal mira Bolsonaro, Braga Netto, Valdemar, Paulo Sérgio Nogueira e Anderson Torres em operação sobre tentativa de golpe em 2022

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Foto: Reprodução/Google

Ao todo, a PF cumpre 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Há ainda medidas cautelares, como proibição de contatos entre os investigados, retenção de passaportes e destituição de cargos públicos.

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira, 8/2, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores dele investigados por tentar dar um golpe de Estado no país e invalidar as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Ao todo, a PF cumpre 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. Há ainda medidas cautelares, como proibição de contatos entre os investigados, retenção de passaportes e destituição de cargos públicos.

 

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Os nomes dos alvos não foram divulgados.Jair Bolsonaro é alvo de medidas restritivas – por exemplo, a entrega do passaporte às autoridades em até 24 horas.

 

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Foram presos nesta quinta:

 

 

Coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Netto

 

Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;


Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;


Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.


O coronel do Exército Bernardo Romão Corrêa Netto, alvo do quarto mandado, não foi detido porque está nos Estados Unidos. O mandado de prisão será enviado ao Exército para que notifique o militar.Os mandados de busca e apreensão atingem:

 

 

Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro

 

Valdemar Costa Neto, presidente do PL – partido pelo qual Bolsonaro disputou a reeleição;


Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022;


Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);


Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública;


general Paulo Sérgio Nogueira, ex-comandante do Exército;


almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;


general Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;

 

Angelo Martins Denicoli


Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro e considerado um dos pilares do chamado "gabinete do ódio";Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;


Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações como a dos presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e a das supostas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro;


Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército.


Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;


Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército expulso após punições disciplinares;


Amauri Feres Saad, advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como "mentor intelectual" da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres;

 

Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército que chegou a ocupar cargo de direção no Ministério da Saúde na gestão Eduardo Pazuello;

Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;


Eder Lindsay Magalhães Balbino, empresário que teria ajudado a montar falso dossiê apontando fraude nas urnas eletrônicas;


Guilherme Marques Almeida, coronel do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres;


Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército identificado em trocas de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Barbosa Cid;

 

 

José Eduardo de Oliveira e Silva, padre da diocese de Osasco;


Laércio Virgílio;


Mario Fernandes, comandante que ocupou cargos na Secretaria-Geral e era tido como homem de confiança de Bolsonaro;


Ronald Ferreira de Araújo Júnior, oficial do Exército;


Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, major do Exército.


Segundo a PF, há mandados sendo cumpridos em Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

 

Ainda de acordo com o material divulgado pela PF, o grupo investigado "se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital".

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A operação foi chamada pela Polícia Federal de "Tempus Veritatis" – "hora da verdade", em latim.De acordo com a PF, o grupo investigado se dividiu em dois "eixos", ou núcleos de atuação para tentar minar o resultado das eleições 2022.O primeiro "eixo" era voltado a construir e propagar informações falsas sobre uma suposta fraude nas urnas, apontando "falaciosa vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação".

 

"[...] discurso reiterado pelos investigados desde 2019 e que persistiu mesmo após os resultados do segundo turno do pleito em 2022", pontua a Polícia Federal.O segundo "eixo", por sua vez, praticava atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito – ou seja, para concretizar o golpe.Essa etapa, de acordo com as investigações, tinha o apoio de militares ligados a táticas e forças especiais.

 

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O Exército acompanha o cumprimento dos mandados ligados aos militares, em apoio à PF.De acordo com as investigações, se confirmadas, as condutas do grupo podem ser enquadradas em crimes como organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

 

Fonte: com informações do Portal G1 

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