20 de Abril de 2026

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Política - 14/12/2024

Polícia Federal encontrou questionário da delação de Cid com assessor de Braga Netto

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Foto: Reprodução/Google

Os investigadores consideram o documento uma evidência de que Braga Netto buscava informações privilegiadas para entender e possivelmente influenciar o curso das apurações

Um documento contendo perguntas e respostas sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi encontrado pela Polícia Federal na mesa de um assessor próximo ao general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022.

 

A descoberta, feita durante buscas na sede do Partido Liberal (PL), reforçou as suspeitas de que o general estaria tentando acessar informações sigilosas do acordo de colaboração para interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.

 

Segundo relatório da PF, o material continha perguntas que teriam sido direcionadas a Mauro Cid sobre o conteúdo do acordo de colaboração, e as respostas foram destacadas em vermelho. Os investigadores consideram o documento uma evidência de que Braga Netto buscava informações privilegiadas para entender e possivelmente influenciar o curso das apurações. O contexto do material foi descrito como “grave” pela PF, que apontou a tentativa como uma obstrução à livre produção de provas.

 

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O ex-ministro Walter Braga Netto foi preso, na manhã deste sábado, 14/12, pela Polícia Federal, no âmbito do inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A prisão ocorreu no Rio de Janeiro, sob a acusação de obstrução de Justiça, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão contra o ex-assessor do general, em Brasília, coronel Flávio Botelho Peregrino.

 

Segundo a corporação, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e uma cautelar diversa da prisão "contra indivíduos que estariam atrapalhando a livre produção de provas durante a instrução processual penal". Ainda de acordo com a corporação, as medidas judiciais têm como objetivo evitar a reiteração das ações ilícitas.

 

Em comunicado emitido no início do mês, a defesa do general, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Jair Bolsonaro (PL), afirmou que ele "não tomou conhecimento de documento que tratou de suposto golpe e muito menos do planejamento de assassinato de alguém".

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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O militar havia sido indiciado pela Polícia Federal em novembro. A PF atribui ao general os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas chegam a 28 anos de prisão.


Fonte: com informações do Correio Braziliense

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