12 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Mulher em pauta - 14/11/2023

Pode ser executiva e rainha de bateria? e usar cabelo comprido na diretoria? os preconceitos que ainda enfrentamos

Compartilhar:
Foto: Reprodução Google

Mesmo em círculos aparentemente mais esclarecidos, é gritante a diferença no tratamento dado a homens e mulheres ? qual de nós já não enfrentou esse tipo de discriminação, ligada ao gênero e idade?

Tenho sido constantemente confrontada com estereótipos e preconceitos baseados em minha aparência, comportamento e escolhas. É incrível como a sociedade tenta nos colocar em caixas estreitas e preconceituosas, simplesmente porque somos mulheres. Essas caixas limitam nossa liberdade de sermos quem quisermos ser.

 

Sou executiva, vice-presidente de uma indústria farmacêutica, palestrante, escritora – mas sou também atleta de fisiculturismo (algo que comecei depois dos 30) e fui Rainha de Bateria, batendo às portas dos 40 anos! Eu não gosto de me rotular e de me impor barreiras, mas, infelizmente, boa parte da sociedade ainda o faz.

 

Lembro-me quando fui promovida e, conversando com uma outra mulher, ela disse: Rê, agora que você vai assumir uma diretoria, está na hora de cortar o cabelão e passar a usar roupas mais sóbrias… Oi? Quer dizer que ao me tornar diretora de uma empresa preciso deixar de ser eu mesma, para ser respeitada? E o que não dizer então de quando eu competia como atleta de fisiculturismo ou desfilei como Rainha de Bateria…

 

Veja também

 

Carolina Gilberti: Como melhorar a perspectiva das mulheres no mercado

'Sempre soube que lutar contra o racismo faria parte da minha vida', diz CEO da EmpregueAfro

 

 

Certa vez me perguntaram: mas você não se sente mal ao saber que colaboradores da sua empresa possam te ver assim, de biquíni e com o corpo todo exposto? Agora eu pergunto para vocês: quando o Abílio Diniz estava no auge da forma, fazendo esportes, alguma vez houve esse tipo de questionamento? Lembro sim, mas de comentários opostos: “nossa, além de um super executivo o cara ainda acha tempo para cuidar do corpo”.

 

Recentemente fui surpreendida por uma outra situação que ilustra essa realidade de tratamentos opostos dados a homens e mulheres, quando compartilhei uma de minhas conquistas pessoais nas redes sociais e recebi um comentário que menosprezou meus esforços, sugerindo que o sucesso estava relacionado ao fato de ser “filha do dono”.

 

É frustrante que, mesmo quando alcançamos algo notável, algumas pessoas ainda busquem desvalorizar nossas realizações. É importante notar que esse tipo de desvalorização raramente é direcionado aos homens que trabalham nas empresas das famílias. Essa disparidade de tratamento é uma prova do viés de gênero enraizado em nossa sociedade, que desvaloriza as conquistas das mulheres e busca explicá-las como resultado de fatores externos.

 

 

O preconceito baseado na idade é outra barreira que as mulheres enfrentam. À medida em que envelhecemos, com frequência a sociedade espera que nos conformemos com padrões estreitos de beleza e comportamento. É como se nossas experiências e habilidades se tornassem invisíveis aos olhos de alguns. Tal postura é muito injusta, pois a passagem do tempo traz sabedoria e uma riqueza de experiências que merecem ser valorizadas.

 

Minha história desafia esses estereótipos e preconceitos – procuro demonstrar que as mulheres podem ser multifacetadas, ao longo da vida. Minhas conquistas são fruto de minha determinação, trabalho árduo e paixão pelo que faço, independentemente de meu gênero e idade.

 

Fotos: Reprodução Google

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Continuo a lutar para desafiar essas normas injustas, conscientizar e educar a sociedade sobre a importância de reconhecer o valor das mulheres em todas as fases da vida. Somente quando questionarmos e superarmos essas barreiras, poderemos alcançar uma sociedade mais igualitária e justa para todas as mulheres, independentemente de quem somos, do que fazemos e da idade que temos. E espero que minha história possa inspirar outras mulheres a fazerem o mesmo.

 

Fonte: com informações da Revista Istoé 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.