10 de Maio de 2026

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Geral - 21/05/2024

PM chora e explica mensagem chamando Moraes de advogado de facção

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Foto: Reprodução/Google

Em depoimento ao STF, ex-comandante da PMDF réu pelo 8/1 nega qualquer ação contra Instituições, chora e explica mensagem fake compartilhada

A audiência de instrução e julgamento dos policiais militares réus pelo 8 de Janeiro entrou no segundo dia de depoimentos dos oficiais, na segunda-feira, 20/5, no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Klepter Rosa Gonçalves, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), prestou esclarecimentos em um depoimento de mais de 3 horas. Ele se defendeu por não ter colocado a tropa de prontidão, esclareceu mensagem falsa compartilhada chamando Alexandre de Moraes de “advogado de facção” e chorou no término da oitiva.

 

Klepter exercia o cargo de subcomandante-geral da PMDF na data do ataque contra as instituições democráticas, em 8 de janeiro de 2023. Ele chegou a assumir o posto máximo da corporação em 15 de fevereiro daquele ano, mas acabou preso em 18 de agosto, após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta omissão. A denúncia expôs, entre diferentes elementos, um vídeo enviado por Klepter com áudios falsos atribuídos a Ciro Gomes, que o político nunca disse, chamando Moraes de “advogado de facção”.

 

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Ele se defendeu no depoimento. “Não fiz nenhuma menção de que esse áudio era verdadeiro, fiz um simples encaminhamento. Haveria preocupação de que algo poderia vir a acontecer, e foi nessa circunstância que se deu o encaminhamento dessa mensagem”, argumentou. A mensagem foi encaminhada em 28 de outubro de 2022, dois dias antes do segundo turno da eleição presidencial, às 15h10.

 

Os áudios enviados, em formato de vídeo, dizem que as eleições já estariam “armadas” e que o Exército já sabia disso. “Na hora que der o resultado das eleições que o Lula ganhou, vai ser colocado em prática o art. 142, viu? Vai ser restabelecida a ordem, se afasta Xandão, se afasta esses vagabundo tudinho e ladrão, safado, dessa quadrilha… Aí vocês vão ver o que é por ordem no país. Não admito que o Brasil vai deixar um vagabundo, marginal, criminoso e bandido, como o Lula, voltar ao poder”, diz a voz no vídeo, atribuída falsamente a Ciro Gomes.

 

 

A defesa do coronel ressaltou, ao Metrópoles, que “em nenhuma mensagem ele fez qualquer juízo de valor, comentário e, muito menos, reenviou para quem quer que seja, senão para as autoridades que tinham a necessidade de conhecer”. Veja a nota completa abaixo.

 

Ao fim do depoimento, sensibilizado, o ex-comandante-geral chegou a dizer que os oficiais que hoje são réus, e outros que não são, estavam com “cara de abatimento gigante” após as invasões aos prédios da Praça dos Três Poderes. Ele ainda concluiu avaliando que o ataque à democracia de 8 de Janeiro poderia não ter acontecido caso a PM tivesse tido autorização para desmobilizar o acampamento em frente ao Quartel-General, e chorou dizendo que não agiu de forma omissa.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

“Quando assumi o comando, jamais fiz qualquer ação proposital que colocasse em risco as Instituições democráticas. Inclusive, em um momento tão delicado na nossa história, em todos os momentos, eu tive caráter técnico, legalista”, afirmou.

 
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Após o depoimento de Klepter, foram ouvidos Paulo José, Casimiro e o tenente Rafael Pereira Martins, chefe de um dos destacamentos do Batalhão de Polícia de Choque da PMDF na data. A audiência que começou às 10h e teve dois intervalos de cinco minutos só foi finalizada às 20h07. 

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles

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