Economia perde ritmo sob juros elevados para conter inflação Indicador fica em 0,1% no quarto trimestre, diz IBGE;
A economia brasileira fechou o ano de 2025 com crescimento acumulado de 2,3%, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados na terça, 3, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o resultado, o PIB confirmou o quinto ano consecutivo de alta, mas a taxa é a menor do período. Nos quatro anos anteriores, a expansão ficou em 3% ou mais —em 2024, o avanço foi de 3,4%.
A desaceleração tem sido chamada de suave por analistas e era aguardada devido ao cenário de juros altos para conter a inflação no país.O resultado de 2025 veio em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 2,3%, conforme a agência Bloomberg. O IBGE também divulgou nesta terça dados do quarto trimestre do ano passado, quando o PIB ficou praticamente estagnado, com leve taxa positiva de 0,1% frente aos três meses imediatamente anteriores.
O dado veio em linha com a mediana das previsões do mercado coletadas pela Bloomberg (0,1%).A variação do PIB havia sido nula (0%) no terceiro trimestre de 2025, segundo números revisados pelo IBGE —o resultado divulgado inicialmente era de 0,1%. Também houve taxa próxima de zero no segundo trimestre (0,3%), após avanço superior a 1% no primeiro (1,5%). Isso indica que o crescimento do PIB ficou concentrado no início de 2025, quando foi registrado o impulso da safra recorde de grãos.
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Foto: Reprodução/Google
A agropecuária fechou o acumulado do ano com alta de 11,7%, bem acima de serviços (1,8%) e indústria (1,4%). A recuperação do emprego e da renda também serviu de incentivo para a economia, mas, com os juros elevados, o PIB passou a mostrar perda de ritmo ao longo do ano.
O BC (Banco Central) iniciou em setembro de 2024 um ciclo de aumento na taxa básica de juros, a Selic, que chegou a 15% ao ano em junho de 2025. O patamar está inalterado desde então. A Selic de dois dígitos encarece o crédito e tende a esfriar a demanda por bens e serviços com o passar do tempo. Assim, espera-se que a pressão sobre os preços também ceda.
Fonte: com informações Folha de São Paulo
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