Governador afastado é investigado por omissão nos atos de 8 de janeiro
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou, na tarde desta sexta-feira, 10, pela revogação da decisão judicial que afastou Ibaneis Rocha (MDB) do cargo de governador do Distrito Federal. O afastamento ocorreu após os atos terroristas na sede dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.
O prazo inicial do afastamento foi de 90 dias, que vence em 9 de abril. Em fevereiro, a defesa dele pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o político voltasse ao cargo imediatamente, pois a perícia da Polícia Federal em seu celular conclui que ele não tentou “mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do governo federal ou mesmo de impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão”.
Na manifestação, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos aponta que “os elementos reunidos até o momento no âmbito da apuração não permitem inferir que o retorno de Ibaneis Rocha ao cargo de governador impeça o curso da colheita de provas, obstrua as investigações em andamento, coloque em risco a ordem pública ou a aplicação da lei penal”.
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Foto: Reprodução
Santos afirma que, diante das conclusões e dos relatórios, não estão “preenchidos” os requisitos legais que configuram a medida cautelar de afastamento da função pública. Além disso, subprocurador-geral frisa que a ordem pode ser substituída por outras cautelares.
Fonte: com informações do Portal Terra
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