De acordo com a Polícia Federal, os indícios são fortes de que Bolsonaro tinha ?pleno conhecimento? da trama golpista, que teria como objetivo a ?eliminação? de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes
A Polícia Federal (PF) deve incluir no relatório final do inquérito que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil, que pode ser encaminhado ainda nesta quinta-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF), indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sabia do plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil. De acordo com a PF, os indícios são fortes de que Bolsonaro tinha “pleno conhecimento” da trama golpista, que teria como objetivo a “eliminação” de Lula, Alckmin e Moraes.
Bolsonaro deve ser indiciado pela PF por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.
Veja também
 13_29_28_068a4731.jpg)
 13_27_39_f896dcf5.jpg)
Além do ex-presidente, também deve haver pedidos de indiciamento para personagens centrais do governo Bolsonaro, como o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira. Mais de 40 pessoas devem ser indiciadas.
Após a entrega do relatório da PF ao STF, caberá à Corte definir se derruba ou não o sigilo do documento. O ministro Alexandre de Moraes deve repassar o inquérito ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Caberá, então, ao chefe do Ministério Público Federal (MPF) a decisão sobre apresentar ou não uma denúncia criminal contra os envolvidos. Gonet também pode optar pelo arquivamento ou pedir investigações complementares.
Mais cedo, durante evento no Palácio do Planalto, o presidente Lula comentou, pela primeira vez, as revelações da PF de que teria havido um plano para assassiná-lo, no fim do ano passado, antes que tomasse posse para o terceiro mandato no Palácio do Planalto.
 13_27_58_e3ae4e8d.jpg)
Fotos: Reprodução/Google
Ao participar de um evento que tornou oficial o Programa de Otimização de Contratos de Concessão Rodoviária – as chamadas “concessões inteligentes” –, Lula falou sobre o assunto pela primeira vez, em tom até descontraído.
“Eu sou um cara que tenho que agradecer agora, muito mais, porque eu estou vivo. A tentativa de envenenar eu e Alckmin não deu certo e nós estamos aqui”, afirmou o presidente, arrancando alguns risos da plateia.
Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado pela PF pela suposta participação na tentativa de golpe de Estado, Lula defendeu a “civilidade” na política.
“Quando nós disputamos as eleições, eu dizia que um dos meus desejos era trazer o Brasil à normalidade, à civilidade democrática, em que a gente faz as coisas da forma mais tranquila possível”, afirmou. “De forma civilizada, você perde e você ganha”, completou Lula.
“Queria chamar atenção para este momento histórico que estamos vivendo. É este país, sem perseguição, sem o estímulo do ódio e da desavença, que a gente precisa construir”, prosseguiu Lula.
“Eu não quero envenenar ninguém. Não quero nem perseguir ninguém. Só quero que, quando terminar o meu mandato, a gente desmoralize aqueles que governaram antes de nós”, concluiu o presidente.
Fonte: com informações do InfoMoney
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.