19 de Abril de 2026

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Saúde - 14/11/2024

Pessoas que vivem com aneurisma têm mais risco de ansiedade e depressão

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Foto: Reprodução/Google

A investigação se baseou em um banco de dados nacional sul-coreano.

Quem vive com um aneurisma cerebral não roto — isto é, que não rompeu — e tem sua condição apenas monitorada está mais propenso a desenvolver problemas de saúde mental como ansiedade e depressão. É o que sugere um novo estudo, realizado por pesquisadores da Coreia do Sul e publicado no periódico Stroke. Segundo a pesquisa, o risco é especialmente alto entre pessoas com menos de 40 anos.

 

A investigação se baseou em um banco de dados nacional sul-coreano. Ao longo de dez anos, 85 mil indivíduos diagnosticados com aneurisma não roto foram monitorados e comparados a 331 mil pessoas de um grupo controle. Os autores também mediram a incidência de doenças mentais durante esse período usando códigos da CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) para ansiedade, estresse, depressão, transtornos bipolares e alimentares, insônia e uso indevido de álcool ou drogas.

 

Os autores encontraram uma taxa de incidência de doença mental maior na turma com aneurisma não roto em comparação ao grupo controle: 113,07 casos a cada 1.000 pessoas versus 90,41 a cada 1.000 pessoas.“Os resultados do estudo evidenciam que médicos que tratam aneurismas cerebrais devem estar cientes de que a carga psicológica causada pelo diagnóstico de um aneurisma pode contribuir para doenças mentais e devem se esforçar para proporcionar um atendimento direcionado também com essa abordagem para esses pacientes”, comenta a neurologista Polyana Piza, do Hospital Israelita Albert Einstein de Goiânia.

 

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O que é aneurisma?

 

 

 

Um aneurisma cerebral é uma dilatação anormal da parede de um vaso sanguíneo no cérebro, que ocorre como consequência da fraqueza dessa parede. Frequentemente, o problema está relacionado a alterações genéticas que modificam a constituição do colágeno da parede do vaso sanguíneo ou mesmo por exposição a fatores de risco que agridem essa estrutura, como hipertensão arterial e tabagismo. É considerada uma condição potencialmente grave, uma vez que pode levar à ruptura do vaso sanguíneo e causar hemorragia intracraniana.

 

O diagnóstico do aneurisma pode se dar por acaso, quando a pessoa faz um exame de imagem da cabeça (como tomografia ou ressonância magnética) para investigar outras doenças – nesses casos, ele é chamado de aneurisma “não roto” ou aneurisma “incidental”. Outra forma de diagnosticar o problema é quando o paciente apresenta a ruptura desse aneurisma e os sintomas provocados por esse evento motivam a realização dos exames de imagem cerebrais.

 

Segundo Piza, o tratamento do aneurisma pode variar dependendo do tamanho, da localização, do estado geral do paciente, da idade e de outras comorbidades. “Alguns aneurismas não rotos pequenos, que não apresentam sintomas, podem apenas ser monitorados, pois o risco de ruptura é estatisticamente menor quando comparado ao risco da abordagem cirúrgica ou intervencionista”, diz a médica.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Quando são identificados riscos aumentados para ruptura do aneurisma, as opções de tratamento incluem neurocirurgia aberta para clipagem do aneurisma ou intervenções menos invasivas, como a embolização. Nesse procedimento, um cateter é utilizado para chegar ao aneurisma e colocar fios chamados de “molas” para bloquear o fluxo sanguíneo que chega à região. Outra opção é aplicar um stent difusor de fluxo para normalizar a circulação do sangue naquele vaso.

 
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“A decisão sobre o tratamento é baseada na avaliação clínica do paciente e em características específicas do aneurisma. O paciente exposto a um diagnóstico de aneurisma lida frequentemente com sintomas complexos como angústia, medo e incerteza. A existência desses sentimentos pode desencadear um ciclo de estresse, ansiedade e depressão que levam a desequilíbrios psicológicos com impacto na qualidade de vida”, observa Piza.  

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

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