30 de Abril de 2026

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Ciência e Tecnologia - 11/10/2025

Pesquisas genéticas buscam melhorar criação de tambaquis no Amazonas

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Foto: Reprodução/Google

A nova colaboração com a Unesp amplia esse alcance, permitindo o intercâmbio de pesquisadores, projetos conjuntos e o uso de tecnologias avançadas de melhoramento genético.

A Universidade Nilton Lins, por meio do Programa de Pós-Graduação em Aquicultura (PPG-AQUI), realizou na quinta-feira, 9, uma série de palestras em parceria com o Centro de Aquicultura da Universidade Estadual Paulista (Caunesp). A iniciativa reforçou a cooperação acadêmica e científica entre as instituições nas áreas de aquicultura e genômica aplicada a peixes amazônicos, com destaque para o tambaqui.


O PPG-AQUI da Nilton Lins é ofertado em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e vem formando profissionais de alto nível com atuação em pesquisa, docência e gestão da aquicultura. A nova colaboração com a Unesp amplia esse alcance, permitindo o intercâmbio de pesquisadores, projetos conjuntos e o uso de tecnologias avançadas de melhoramento genético.


Segundo o professor Renato Barbosa Ferraz, pesquisador em aquicultura e genômica da Universidade Nilton Lins, “as palestras e intercâmbios com a Unesp reforçam o compromisso da instituição com a pesquisa científica aplicada e com o avanço da aquicultura sustentável na Amazônia”.

 

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As palestras realizadas no bloco Unicenter da Universidade Nilton Lins abordaram as mais recentes descobertas científicas na área de genética e sanidade de peixes, com foco no tambaqui, uma das espécies mais importantes para a piscicultura nacional. O biólogo e pesquisador Diogo Teruo Hashimoto e o zootecnista e pós-doutorando John Fredy Gómez Agudelo, ambos do Centro de Aquicultura da Unesp, ministraram as apresentações das pesquisas.

 


Inteligência artificial

 

 

 


Hashimoto explicou como a combinação de fenômica e inteligência artificial (IA) está transformando o melhoramento genético de peixes. A tecnologia utiliza sensores e imagens para coletar milhões de dados dos animais, processados por sistemas de IA de forma semelhante ao reconhecimento facial, permitindo identificar peixes com melhor desempenho e resistência a doenças.

 


“Em colaboração com professores da Nilton Lins, formamos um núcleo genético em Manaus junto com o Inpa. Esses animais foram avaliados e fotografados, e usamos esse banco de dados para treinar a máquina de inteligência artificial a extrair as informações dos peixes”, disse o biólogo. O projeto resulta de uma colaboração entre Unesp, Universidade Nilton Lins e Inpa, com apoio da Fapeam e da Fapesp, fortalecida em 2024 por um convênio entre os programas de pós-graduação das instituições.

 


Combate à parasitas

 

 

Fotos: Reprodução/Internet

 


Na sequência, o zootecnista John Agudelo mostrou os progressos no uso da seleção genômica para combater os acantocéfalos, parasitas que afetam a produção de tambaqui na Amazônia. O pesquisador explicou que o melhoramento genético é uma alternativa eficaz para desenvolver peixes mais resistentes. “Nessa análise, foram identificados genes relacionados ao estresse, à integridade celular e ao sistema de defesa dos peixes. Selecionando esses genes, é possível obter indivíduos mais resistentes”, afirmou Agudelo. O estudo demonstrou que a seleção genômica, baseada na leitura direta do DNA, aumenta a precisão e a velocidade da seleção de características desejáveis, sendo uma ferramenta promissora e de baixo custo para a evolução da aquicultura sustentável.

 
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Para a professora Cleuciliz Santana, vice-reitora para projetos de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação da Universidade Nilton Lins, o Programa de Mestrado e Doutorado em Aquicultura coordenado pela instituição é estratégico para o Amazonas e para a segurança alimentar na Região Norte. “Poder contar com a parceria de pesquisadores da Unesp, um importante centro de aquicultura no Brasil, amplifica a qualidade das pesquisas realizadas localmente”, completou Santana. 

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