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Saúde - 27/02/2022

Pesquisadores brasileiros avançam na criação de um anticoncepcional masculino

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Foto: Reprodução

Estudo busca tornar espermatozoides incapazes de percorrer o caminho até o óvulo

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Botucatu, descobriram uma forma de desenvolver o primeiro anticoncepcional masculino. Publicado na revista Molecular Human Reproduction, o estudo aponta que, a partir de uma proteína chamada EPPIN, descoberta há duas décadas e com papel no controle da movimentação dos espermatozoides, é possível a criação de medicamentos que impactem a fertilidade do homem.

 

O professor do Departamento de Biofísica e Farmacologia da Unesp, Erick José Ramo da Silva, explica que a ideia surgiu ao observar que após a ejaculação, os espermatozoides nadam em direção ao óvulo, mas antes disso eles não se movimentam.

 

— Logo após a ejaculação, o sêmen se torna uma massa gelatinosa. Essa massa prende o espermatozoide, inibindo sua movimentação. Isso é importante para evitar que ele gaste energia em um momento que não é necessário– diz Ramo da Silva.

 

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Os cientistas descobriram que a proteína EPPIN interage com as proteínas que estão nessa massa e atuam no processo que mantém os espermatozoides imóveis. Somente quando ela se se desfaz é que eles adquirem movimentação. Para entender quais regiões da proteína EPPIN são importantes para inibir a motilidade dos espermatozoides, o projeto usou sondas que atuam como anticorpos que reconhecem sequências específicas da proteína.

 

Segundo o professor, para produzir um remédio que diminuísse a contagem de espermatozoides a ponto de inibir a fertilidade, seria preciso um tratamento que demoraria de 3 a 4 meses para fazer efeito, a partir do momento em que o homem começasse a usá-lo.

 

Apesar dos avanços nos estudos, o pesquisador destaca que ainda há desafios para se criar um medicamento.

 

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— O homem ejacula milhões de espermatozoides, mas só é necessário um para cumprir o seu papel, então a eficácia desse tipo de estratégia tem que ser muito alta para que, de fato, possamos atingir um efeito contraceptivo eficiente. Comparando com a pílula feminina, o anticoncepcional inibe uma ovulação por ciclo, já o masculino teria que inibir a função de inúmeras células ou, até mesmo, a produção de milhões de espermatozoides por minuto. – disse Ramo da Silva.

 

Fonte: Portal O Globo

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