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Direitos da Mulher - 16/12/2025

Pesquisa 'Sem Parar 2025' revela sobrecarga de trabalho e cuidado

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Foto: Reprodução/Google

Estudo mostra que cinco anos após o início da pandemia as desigualdades ainda seguem presentes e reforça a urgência de um Plano Nacional de Cuidados como política de Estado

O dia a dia das mulheres segue marcado por jornadas extensas, sobrecarga de trabalho e responsabilidade quase que exclusiva pelo cuidado. Essa é a principal conclusão da pesquisa “Sem Parar 2025: o trabalho e a vida das mulheres cinco anos depois do início da pandemia”, lançada nos dias 10 e 11 de dezembro, em São Paulo.

 

A pesquisa é uma iniciativa da SOF (Sempreviva Organização Feminista), em parceria com a Gênero e Número e com apoio do Ministério das Mulheres. O estudo busca responder como o trabalho remunerado e o cuidado impactam a vida das mulheres no cenário pós -pandemia, marcado por transformações no mercado de trabalho, nas relações familiares e nas políticas públicas.

 

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Desigualdades de trabalho e cuidado

 

 

 

Os dados revelam que a pandemia não modificou a divisão do trabalho e o cuidado segue sendo invisibilizado e concentrado nas mulheres. Segundo o estudo, 43% das entrevistadas são as únicas responsáveis pelas tarefas domésticas, enquanto 48% cuidam de alguém sem qualquer tipo de remuneração, majoritariamente familiares. Mesmo quando há divisão, o peso continua recaindo sobre elas. Pouco mais da metade das mulheres (55%) compartilha as responsabilidades domésticas, mas ainda assume a maior parte do trabalho. Entre as moradoras de áreas rurais, essa desigualdade se intensifica, com 49% realizando a maior parte e 40% dividindo as tarefas.

 

Além disso, 57% das mulheres trabalham mais de 40 horas por semana, somando trabalho remunerado e não remunerado. O impacto também se alastra para a saúde delas: 60% relatam cansaço constante e dores físicas. Em relação a última pesquisa, lançada em 2020, o aumento da sobrecarga no cuidado foi de 13%. Em 2025, 43% das mulheres eram as únicas responsáveis pelo cuidado de alguém, contra 30% em 2020. O cuidado com idosos também cresceu, passando de 17% para 25%.

 

A agenda pública de cuidado

 

Fotos: Reprodução/Google

 

 

No seminário de lançamento, a secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres (Senaec), Rosane Silva, comentou os resultados da pesquisa e destacou que os dados escancaram desigualdades independente da classe social. “As mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelas tarefas domésticas e de cuidado, e isso impacta diretamente sua participação e sua renda no mercado de trabalho. Mesmo entre mulheres de classe média alta, com alta qualificação profissional, a dupla jornada permanece e a remuneração segue inferior à dos homens”.

 
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Para a secretária, os números reforçam a necessidade de tratar o cuidado como uma responsabilidade coletiva e uma agenda pública permanente, capaz de garantir tempo, autonomia econômica e participação social às mulheres. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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