Levantamento tem como base pesquisas realizadas em 2024, com 2 mil entrevistados em todo o Brasil
A identificação política no Brasil varia conforme a renda, aponta a nova pesquisa Quaest, divulgada neste domingo. Enquanto a soma dos que se identificam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou com a esquerda é maior entre os mais pobres, na classe alta, a direita prevalece, considerando tanto bolsonaristas quanto não bolsonaristas.
Entre os mais pobres, 28% se dizem lulistas ou petistas, número que cai para 16% na classe média e 12% na alta. O grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por outro lado, cresce conforme a renda: somam 9% entre os mais pobres, 12% na classe média e 14% na alta, mostra o levantamento.
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A Quaest ouviu 2.000 pessoas no decorrer do ano passado e utilizou o Critério Brasil 2024 para fazer a classificação dos grupos em classes. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
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Para as famílias de baixa renda, a fome é identificada como o segundo problema mais grave (12%), seguida pela preocupação com a corrupção (10%). Já para a classe média, a corrupção aparece na segunda colocação (13%), com o tópico “fome e miséria” vindo na terceira posição (10%).
Lula supera Bolsonaro entre os mais pobres. Na classe média, os dois estão tecnicamente empatados, com vantagem numérica para o petista. Já entre os mais ricos, o empate se repete, mas a vantagem é do ex-presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão)
Outro aspecto explorado pelo levantamento, o interesse por política aumenta conforme a renda. Na classe baixa, 38% não são nada interessados no assunto. O desinteresse também é alto na classe média, com 28%, enquanto na classe alta essa parcela cai para 21%.
Já os muito interessados somam 11% entre os mais pobres, 15% na classe média e 20% entre os mais ricos. Os "Mais ou menos" interessados somam 24% na classe baixa, 32% na média e 36% na alta.
Liberdade de expressão e confiança nas instituições dividem os brasileiros

Fotos: Reprodução
Na pesquisa, a maioria dos entrevistados diz defender o direito de se expressar, mesmo que de forma ofensiva. O apoio a essa ideia é numericamente maior entre os mais pobres (64%), seguido pela classe média (59%) e pela alta (56%). Por outro lado, a rejeição ao discurso ofensivo aumenta conforme a renda, com 33% na classe baixa, 38% na média e 42% na alta discordando dessa liberdade irrestrita.
O levantamento também avaliou a confiança em instituições. A Igreja Católica e as Igrejas Evangélicas têm índices de confiança acima de 68% em todas as faixas de renda. Os militares também são vistos de forma positiva, especialmente na classe média (71%). Já o Congresso Nacional é a instituição com pior percepção: a maioria dos entrevistados não confia nele, sendo a rejeição numericamente maior entre os mais ricos (55%) e menor na classe baixa (50%).
Fonte: com informações do Portal CNN Brasil /Estadão
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