Pesquisa detalha gênero, idade e classe social de participantes de grupos políticos no aplicativo, cuja maioria é de simpatizantes de Bolsonaro
Aplicativo de mensagens que mais vem crescendo no Brasil, o Telegram estava instalado em 2018 em apenas 15% dos smartphones do país. Em janeiro de 2022, esse número saltou para 60% dos celulares, de acordo com pesquisa da Panorama Mobile Time/Opinion Box, que faz o levantamento todos os anos.
O aplicativo se notabilizou por ter virado um reduto bolsonarista — e tem causado preocupações à Justiça Eleitoral.
Mas qual o perfil dos usuários que entram nos grupos de política no Telegram, cuja imensa maioria (estima-se que mais de 90%) é formada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL)? Segundo a mesma pesquisa, 15% das pessoas que têm o aplicativo instalado participam de grupos de teor político, sendo o percentual maior entre os homens (18%).
Veja também

CPI do MEC: Randolfe Rodrigues diz que conseguiu assinaturas necessárias para instalar comissão
Caixa libera consulta a saque extraordinário do FGTS nesta sexta-feira

Foto: Reprodução
Na divisão por faixa etária, os mais jovens entram mais nesses grupos. Na faixa de 16 a 29 anos, 18% participam de grupos de política no Telegram. Na faixa de 30 a 49 anos, são 14%, e na de 50 anos ou mais, 12%. Quando o recorte é por renda, os usuários mais assíduos nesses grupos são das classes C, D e E (16%). Entre as classes A e B são 12%. Como observa Fernando Paiva, responsável pela pesquisa, os números contrariam algumas percepções correntes, como a de que a maioria dos integrantes da base bolsonarista nas redes sociais é mais velha e mais rica.
Fonte: Portal Veja
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.