30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Meio Ambiente - 30/03/2023

Perfil epidemiológico da esporotricose é apresentado para o Conselho Municipal de Saúde em Manaus

Compartilhar:
Foto: Divulgação

Reunindo representantes dos segmentos de gestores, trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Conselho Municipal de Saúde (CMS/Manaus) promoveu, na manhã de quarta-feira, 29/3, no auditório do Complexo de Saúde Oeste, no bairro da Paz, a 3ª Assembleia Geral Ordinária do ano de 2023, reunindo representantes dos segmentos de gestores, trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Durante a reunião, houve uma apresentação com o tema “Cenário Epidemiológico e Ações de Enfrentamento à Esporotricose desenvolvidas no âmbito do município de Manaus entre 2020 a 2023”, solicitada pelos conselheiros junto à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

 

De acordo com o médico veterinário e vice-presidente do CMS/Manaus, conselheiro Jorge Carneiro, a solicitação foi em decorrência de informações sobre o aumento do número de casos de esporotricose humana e animal em Manaus.

 

Veja também

 

Ditadura militar contribuiu para genocídio dos povos indígenas

Orla do parque Rio Negro recebe serviço de limpeza da prefeitura

 

Perfil epidemiológico da esporotricose é apresentado para o CMS/Manaus -  SEMSA

 

“O Fórum sobre esporotricose realizado na semana passada confirmou esse aumento de casos. E pela composição do CMS/Manaus, com lideranças comunitárias e formadores de opinião, é importante trazer a discussão para esse espaço na Assembleia Ordinária. Assim, é possível esclarecer sobre a esporotricose para os conselheiros e, a partir daí, trabalhar inclusive a questão de Educação em Saúde, com os conselheiros levando a informação correta para a população”, afirmou Jorge Carneiro.

 

A apresentação abordando a esporotricose foi realizada pela gerente de Vigilância Epidemiológica da Semsa, Cláudia Rolim, que explicou sobre o histórico da doença; a organização da rede de atendimento para o diagnóstico, a notificação e ações de Atenção e Vigilância; e sobre o perfil epidemiológico da esporotricose humana e animal.

 

“Esse é um momento importante para apresentar aos conselheiros todas as ações de enfrentamento que a Prefeitura de Manaus tem realizado, assim como informar sobre o cenário epidemiológico. O surto da doença teve início no final de 2020, com casos registrados no bairro da Glória, na zona Oeste, mas hoje há registro de casos de esporotricose humana em 60% dos bairros de Manaus e casos de esporotricose animal em 70% dos bairros”, informou Cláudia.

 

Perfil epidemiológico da esporotricose é apresentado para o CMS/Manaus

 

A Semsa preparou oito Unidades de saúde para realização do atendimento dos casos de esporotricose humana, oferece atendimento com médico veterinário no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e disponibiliza medicamento para o tratamento. Os exames para confirmação do diagnóstico são feitos via Laboratório Central (Lacen/Amazonas), com coleta de material para o exame realizado pelos Laboratórios Distritais da Prefeitura de Manaus.

 

No ano de 2022, o CCZ registrou 535 casos confirmados de esporotricose animal em Manaus. Este ano, de janeiro a fevereiro, o número chegou a 108. Em relação à esporotricose humana, desde 2021 foram notificados 360 casos da doença, sendo 241 no ano passado, e 37 casos entre janeiro e fevereiro deste ano.

 

Diretora do CCZ de Manaus explica doença transmitida por fungos que afeta  animais e humanos | Amazonas | G1

Fotos: Reprodução

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

A esporotricose é uma zoonose que pode afetar pessoas e animais, especialmente gatos, causada por fungos do gênero Sporothrix, e os sintomas mais comuns em animais são feridas profundas na pele (úlceras), que não cicatrizam e se espalham rapidamente. Os sintomas iniciais em humanos são lesões similares a uma picada de inseto.

 

O fungo da esporotricose pode ser transmitido aos animais e pessoas pelo contato com materiais contaminados, como casca de árvores, palha, farpas, espinhos ou terra. Em contato direto, o animal contaminado transmite a doença por meio de arranhões, mordidas ou contato com a pele lesionada. A doença tem tratamento e, na maioria dos casos humanos e em animais, pode ser feito com a administração de antifúngico, que deve ser receitado por médico ou veterinário. 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.