19 de Abril de 2026

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Sexo - 13/01/2026

Pensar em outra pessoa durante o sexo é normal? Entenda por que isso acontece

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Foto: Reprodução/Google

Fantasiar durante a intimidade é comum e pode até ampliar o prazer, sem prejuízo ao vínculo afetivo

Pensar em outras pessoas durante o sexo ainda é um tema cercado de culpa, silêncio e constrangimento, embora esteja longe de ser um comportamento raro. No auge da intimidade, a mente pode divagar por cenários que envolvem desconhecidos, celebridades ou até pessoas do convívio social, um movimento que faz parte do funcionamento natural do desejo e da excitação.

 


Na sexologia, a fantasia é compreendida como um recurso íntimo que amplia o prazer e reduz inibições. Ao criar imagens mentais, o cérebro encontra um espaço seguro para explorar desejos sem riscos de julgamento ou consequências na vida real, funcionando como uma espécie de laboratório interno que intensifica o foco e a conexão com as próprias sensações. Para a sexóloga, palestrante e psicanalista Camila Gentile, fantasiar com outra pessoa durante o sexo não deve ser interpretado como sinal de traição ou fracasso afetivo, mas como uma resposta fisiológica ligada ao funcionamento do cérebro em estado de excitação.

 

"Fantasiar com outra pessoa durante o sexo não é sinal de traição nem fracasso, é fisiologia, é cérebro em êxtase buscando novidade e conexão íntima consigo mesmo. Pesquisas recentes confirmam que fantasias eróticas fazem parte do repertório normal da sexualidade humana e que a maioria das pessoas, independentemente de gênero ou orientação, já imaginou cenários fora da realidade concreta sem desejo de agir de verdade. Estudos científicos publicados em 2023 mostram que fantasias sexuais são diversas e raramente indicam disfunção, mas sim formas de ativar desejo e excitação no cérebro", diz ao GLOBO.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

Segundo Camila, essas imagens mentais não refletem, necessariamente, insatisfação com o parceiro real. Pelo contrário, quando compreendidas com maturidade, podem até contribuir para a vida erótica do casal. "Essas imagens mentais que vão do parceiro idealizado a situações mais ousadas e culturais não significam insatisfação com o companheiro real; na verdade, podem até enriquecer a vida erótica se compartilhadas com respeito e consentimento", afirma.

 

A especialista também chama atenção para as transformações recentes no comportamento sexual, impulsionadas por mudanças culturais e pelo ambiente digital, que ampliaram o repertório de práticas e fetiches. "Outro ponto quente na cena contemporânea: novos fetiches e práticas eróticas estão em alta, como experiências sensoriais meditativas (tipo gooning), jogos de poder e exploração consensual de limites sensoriais — expressões da pluralidade do desejo na era digital e pós-pornográfica. Esse movimento reflete um mercado e uma cultura sexual que abraça diversidade sem julgar como doença a singularidade do prazer", destaca.

 
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Para Camila, a ciência tem sido clara ao tratar a fantasia como um território íntimo e legítimo do cérebro sexual: "No fundo, o que a ciência diz é que fantasia é território íntimo do cérebro sexual, um espaço criativo que pode alimentar vínculos, excitação e cumplicidade quando integrado com diálogo e consciência afetiva." A orientação, segundo ela, é abandonar a culpa e compreender a imaginação como aliada da intimidade. "Então o conselho é abusar da criatividade sem culpa, porque fantasiar ajuda ampliar o prazer e isso pode ser muito importante para as respostas corporais na hora da intimidade", orienta. 

 

Fonte: com informações G1

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