30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Elas nos inspiram - 24/01/2026

Pela primeira vez, mulheres se tornam maioria entre médicos em São Paulo

Compartilhar:
Foto: Envato

Relatório Demografia Médica 2026 mostra mudança no perfil da profissão, mas aponta que desigualdades salariais e de liderança ainda estão presentes

O perfil da medicina no estado de São Paulo passa por uma transformação com as mulheres ultrapassando os homens e se tornando maioria entre os médicos em atividade. O dado faz parte do relatório Demografia Médica 2026 e reflete uma tendência que vinha se desenhando com maior entrada delas nas universidades e em programas de residência.

 

Recorte estadual da pesquisa coordenada pelo professor Mário Scheffer, da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a mudança não é pontual. Segundo o estudo, a presença feminina deve crescer na próxima década, com projeções de ocuparem cerca de 70% do mercado médico da cidade nos próximos dez anos.

 

Apesar do marco histórico, o avanço não se traduz automaticamente em igualdade nas condições de trabalho e de oportunidades. Atualmente, as mulheres já são maioria em 22 das 55 especialidades médicas, mas ainda enfrentam diferenças salariais, menor acesso a cargos de chefia e sub-representação em posições de liderança acadêmica e institucional.

 

Veja também

 

Curso de Defesa Pessoal Feminina já alcançou mais de 4 mil mulheres no Amazonas

Os traumas e a esperança de uma mulher em busca da família

 

A formação dos médicos

 

 

Outro dado que chama atenção no relatório é o crescimento do número de médicos generalistas. Dos quase 200 mil profissionais ativos no estado, cerca de 40% não possuem título de especialidade, em sua maioria recém-formados que atuam em prontos-atendimentos, plantões e na atenção primária.

 

De acordo com Mário Scheffer, o cenário expõe uma fragilidade na estrutura de formação dos médicos. A quantidade de vagas em programas de residência não acompanha o volume de profissionais, o que limita o acesso à especialização. “É fundamental ampliar a formação especializada e qualificar esses profissionais para que consigam resolver a maioria dos problemas de saúde da população”, avalia o pesquisador.

 

Os desafios do setor

 

Fotos: ReproduçãoGoogle

 

Além disso, a distribuição dos profissionais ao redor do estado continua desigual. Nesse caso, os especialistas tendem a se concentrar nos grandes centros urbanos e no setor privado, enquanto o SUS (Sistema Único de Saúde) enfrenta dificuldades com a permanência de médicos em áreas periféricas e no interior. Segundo o relatório, a grande presença da rede privada na cidade cria uma sobreposição de oferta que nem sempre se traduz em melhoria do atendimento pelo sistema público, aprofundando o desequilíbrio entre os sistemas.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

O estudo projeta que, até 2035, o estado poderá contar com cerca de 340 mil médicos, consolidando São Paulo como o maior polo médico do país. de o desafio, segundo os pesquisadores, será transformar o crescimento numérico, especialmente de mulheres, em avanços que garantam equidade, valorização desses profissionais e melhor distribuição dos serviços de saúde.

 

Fonte: Com informações Revista IstoÉ Mulher 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.