Nascido em Dallas, Timothy LeDuc, de 31 anos, faz dupla com a compatriota Ashley Cain-Gribble na patinação artística. LeDuc assumiu a sua condição de gênero em 2019
O americano Timothy LeDuc está prestes a fazer história ao tornar-se o primeiro atleta assumidamente não-binário a disputar as Olimpíadas de Inverno. Aos 31 anos, está classificado para os Jogos de Pequim, onde competirá na patinação artística ao lado da compatriota Ashley Cain-Gribble. LeDuc assumiu a sua não-binariedade em 2019.
Os não-binários são pessoas que não se percebem como pertencentes a um gênero exclusivo, possuindo identidades não limitadas ao sexo masculino nem ao feminino. Por conta disso, o ge se referirá a Timothy Leduc em pronome neutro.
Em Pequim, Leduc e Cain-Gribble pretendem realizar uma performance que fuja do estereótipo Romeu e Julieta, muito comum na patinação artística.
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- Nós representamos uma narrativa totalmente diferente do que se vê na patinação artística, que traz aquela coisa do Romeu e Julieta, do homem forte e da mulher frágil. Nosso mantra é se apresentar como uma dupla de pessoas fortes, então vamos para o gelo com equidade de energia - disse Timothy LeDuc ao site oficial das Olimpíadas de Inverno de Pequim.
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Dupla costuma fazer performances que valorizem a equidade
de gêneros (Foto: Atsushi Tomura/ISU/Getty Images)
Depois de se reconhecer como homossexual aos 18 anos, LeDuc, que nasceu em Dallas, levou 11 anos para revelar ao mundo a sua não-binariedade. Coincidência ou não, sua carreira na patinação artística deu um salto enorme a partir da mudança de performance com apresentações que prezam pela equidade de forças na dupla. Mas a história delu com a patinação artística começou aos 12 anos, quando assistiu às Olimpíadas de 2002 e começou a ter aulas.
O auge veio no início deste ano com o título do Campeonato Americano de Patinação Artística, o qual deu a elu e a Ashley Cain-Gribble a inédita classificação olímpica. Agora meta dos dois em Pequim é buscar um top 5.
- Queremos que as pessoas assistam a dois atletas performando algo não tradicional nesse esporte, algo que faça as pessoas se sentirem melhores. Porque muitas vezes nós fomos advertidos que essa nossa performance não daria certo e nós conseguimos dar a volta por cima, mostrando ao mundo um novo estilo de patinação artística - finalizou Ashley Cain-Gribble.
Fonte: Portal GE
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