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Mulher em pauta - 23/07/2023

Passista que teve braço amputado retoma sonho de ser modelo: 'Quero servir de inspiração'

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Foto: Reprodução

Alessandra Silva, de 1,83m de altura, faz ensaio inspirado na top model Naomi Campbell: 'Era um dos meus apelidos'

Alessandra Silva sempre foi vaidosa. "Eu era daquelas crianças que sempre iam maquiadas para o colégio", lembra. Aos 14 anos, e já com quase seus atuais 1, 83m de altura, ela era a única negra no badalado curso de modelos dado pelo ex-coreógrafo da Xuxa, o uruguaio Oswald Berry.

 

Mas a vida e o samba a afastaram das fotos e passarelas. Hoje, após viver uma tragédia pessoal, ao ter o braço amputado depois de ter se internada, em fevereiro, para uma cirurgia de retirada de um mioma, Alessandra retoma seu antigo sonho.

 

"Quando saí do hospital, eu não queria fazer nada e só ficava deitada. Quando a gente passa por uma tragédia dessas, começa a achar que a vida acabou ali. Mas minha mãe me dava força, dizia que eu tinha que reagir, levantar, sair e ver gente. E é isso que estou fazendo, tentando me reerguer. Como não posso mais exercer minha profissão, voltei a sonhar com uma carreira de modelo", diz Alessandra, que tem contado com o apoio e a experiência do fotógrafo e amigo Yuri Graneiro nessa busca:

 

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"'Como vou ser modelo nessa situação?', eu perguntava, e ele me dizia que era possível. Hoje, felizmente, o mercado tem uma representatividade muito maior, e as pessoas com algum tipo de deficiência também precisam estar representadas. Quero servir de inspiração".

 

Apelido de modelo, Alessandra Silva sempre teve: Naomi Campbell. Seja no salão em Caxias, na Baixada Fluminense, em que trabalhava como trancista e implantista capilar, atividade que não consegue mais exercer depois da amputação, ou na quadras das escolas de samba, onde há 19 anos ocupa o cargo de passista.

 

 

 

Foi numa dessas quadras, aliás, que ela foi recebida recentemente com festa. Na retomada dos ensaios da Grande Rio, Alessandra, nascida e criada em São João de Meriti, município vizinho a Caxias, voltou a sambar e fez muita gente se emocionar:

 

"O último carnaval foi o primeiro, em muitos anos, que não pude desfilar. Assisti ao desfile da escola de casa, depois da minha segunda internação, sem poder me mexer. Chorei muito. Mas, em 2024, estarei de volta".

 

Fotos: Reprodução 

 

Paralelamente à retomada de antigos e novos sonhos, Alessandra Silva também luta por justiça, buscando indenização e punição para o erro médico que ela acredita ter sido vítima. Que o seu caso, de grande repercussão, também sirva de exemplo:

 
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"Como negra, pobre e da Baixada, imaginava que seria só mais um caso, que cairia no esquecimento. Não imaginava toda essa repercussão. Espero que a visibilidade da minha história ajude outras pessoas que passaram pelo que passei". 

 

Fonte: com informações do Portal Extra

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