Rico em polifenóis e fibras, o cacau presente no chocolate estimula bactérias benéficas e pode reduzir a constipação
O hábito de consumir chocolate amargo vai além do prazer gastronômico e pode se tornar um aliado da saúde digestiva. De acordo com especialistas, a alta concentração de cacau oferece propriedades que beneficiam diretamente a microbiota intestinal, auxiliando no trânsito e na saúde da mucosa.
No entanto, o equilíbrio é a palavra de ordem: enquanto doses moderadas estimulam o sistema, o excesso pode gerar o efeito inverso, retardando a digestão. Ação prebiótica: os polifenóis do cacau não são totalmente absorvidos no intestino delgado, chegando ao intestino grosso onde servem de “alimento” para bactérias benéficas.
Estímulo à motilidade: a interação do cacau com a microbiota favorece a produção de ácidos graxos de cadeia curta, substâncias essenciais para o movimento intestinal e proteção da mucosa.Alívio da constipação: pesquisas em humanos indicam que o consumo moderado pode aumentar a frequência das evacuações, melhorando o bem-estar de quem sofre com o intestino preso.
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Foto: Reprodução/Google
Risco do excesso: em altas quantidades, o alto teor de gordura e a presença de substâncias como cafeína e teobromina podem ressecar as fezes e desacelerar o trânsito intestinal.Para a coloproctologista Aline Amaro, o segredo da eficácia do chocolate amargo reside na sua composição nutricional. Por ser rico em polifenóis e fibras, ele atua de forma complexa no organismo.
“Esses polifenóis passam a interagir com a microbiota intestinal, o que pode favorecer o crescimento de bactérias consideradas benéficas”, explica a médica.Essa interação química, segundo a médica, resulta na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que possuem um papel vital na saúde do cólon. Além de auxiliarem na motilidade — o movimento natural que empurra o conteúdo intestinal —, essas substâncias ajudam a manter a integridade da parede do intestino.
Fonte: com informações Metrópoles
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