O novo adiamento prevê que a lei só entre em vigor no final de 2026.
Em meio à pressão da indústria e de parceiros comerciais da UE, Parlamento Europeu aprova mais um adiamento de um ano para entrada em vigor de lei que barra venda no bloco de produtos oriundos de áreas desmatadas.O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira, 26/11, um novo adiamento da entrada em vigor da lei contra o desmatamento, que proíbe a venda na União Europeia (UE) de produtos cultivados em áreas que foram devastadas depois de dezembro de 2020.
O novo adiamento prevê que a lei só entre em vigor no final de 2026. A medida foi aprovado por 402 votos contra 250 e 8 abstenções, e contou com o respaldo de bancadas da direita e da ultradireita. A decisão ainda precisa passar por uma consulta final entre o Parlamento Europeu e os Estados-membros da União Europeia antes de ser oficializada, mas a nova prorrogação é considerada certa.
O novo adiamento ocorre após pressão do setor industrial e de parceiros comerciais da UE. Anteriormente, a lei foi criticada pelos Estados Unidos, Brasil e Indonésia. Em setembro, a comissária europeia do Meio Ambiente, Jessica Roswall, já havia proposto que a lei entrasse em vigor no fim de 2026.
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Foto: Reprodução/Google
A lei da União Europeia (EU) para cadeias de suprimentos livres de desmatamento proíbe a venda de produtos cultivados em áreas que foram desmatadas depois de dezembro de 2020. As regulamentações afetam carne bovina, couro, cacau, café, óleo de palma, soja, madeira e borracha, incluindo derivados como chocolate e móveis.
Elas estavam originalmente programadas para entrar em vigor em 30 de novembro de 2024 e, pouco antes disso, já haviam sido adiadas em um ano. Pelo novo adiamento aprovado nesta quarta, a regulamentação entrará em vigor para grandes empresas a partir do fim de 2026, enquanto para pequenas e médias empresas, o prazo será adiado para 30 de junho de 2027. Como motivo para o novo adiamento, Roswall mencionou em setembro dificuldades para os sistemas de TI devido à grande quantidade de dados a serem processados.
Fonte: com informações IstoÉ
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