É Carla-mãe enfrentando o mundo, saltando muro, desafiando a vida, sem medo, quando a hora é de cuidar das suas crias
Por Lúcio Carril - É fogo que arde.
É pele que queima.
É lágrima que faz sorrir.
É Carla-mãe enfrentando o mundo, saltando muro, desafiando a vida, sem medo, quando a hora é de cuidar das suas crias.
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É Carla-mãe transpondo barreiras, sem tropeços, na velocidade inimaginada, porque cair não é opção.
Se o tempo está nublado, o cinza não amedronta.
Se a chuva cai, é hora de dançar, molhada, sensual.
Se o sol sair, é com suor que a vida segue.
O tempo nunca será um temor. Ele é a serpente que não domina, é a nuvem que se molda no céu e lá está a onça-pintada, o rosto de quem nunca foi visto e a inspiração para continuar na luta.
Se a nuvem é branca, é com vermelho que vai se vestir.
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Fotos: Reprodução/Google
Carla é assim. Não tem tempo ruim para ser mãe. Todo dia é dia de mãe. Não toque nas suas pimpolhas, porque o fogo vai queimar, a pele vai arder, o coração vai pulsar e saia da frente.
Os dias nem sempre são favoráveis. Tem dia cinza sim. Tem dia de lágrimas, de quase desespero, mas o coração de mãe faz a Carla se superar, enfrentar, correr, transpor.
É essa mulher que amo e admiro. É essa mãe que faz aumentar meu respeito por todas mulheres-mães do mundo.
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Foto: Divulgação
Aqui do meio da floresta amazônica, vejo Carla proteger suas filhas, seu neto, como aquela sabiá-da-mata protegendo suas crias, como a mulher indígena que carrega seu filho na tipoia, lhe amamentando, enquanto colhe os frutos da mãe-natureza.
Carla é a natureza transfigurada em mãe.
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