26 de Maio de 2026

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Colunistas - 25/05/2026

Para entender o PT

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Foto: Reprodução

Lúcio Carril analisa o PT como uma experiência política marcada pela pluralidade, pelo debate interno e pela unidade na diversidade.

Por Lúcio Carril - O PT é tão conhecido no Brasil quanto a Amazônia. Pesquisas revelam que é o partido com maior simpatia da população. Mesmo quem não gosta do PT, tem ele na boca.

 

O PT não é um partido de definição ideológica, como foram os partidos comunistas ou como são algumas correntes trotskistas. O PT é um partido classista. Ele tem um lado de classe. Mas considera que essa classe social é heterogênea na sua composição. O PT é uma experiência política singular no mundo e, no campo teórico, tem base em pensadores europeus clássicos ao defender a unidade na diversidade.

 

Mesmo nos partidos comunistas no mundo havia conflito de concepção e construção partidária. O Partido Comunista Italiano, por exemplo, foi palco de profundos debates sobre o que ficou conhecido como eurocomunismo.

 

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O PT não é um santuário ideológico ou político. É um partido da diversidade, com militantes e dirigentes de linha liberal, social-democrata, trotskista, comunista, neoliberal e de outras correntes que engrossam o caldo democrático da sociedade.

 

Agora, o indivíduo não tem unidade ou unanimidade na própria família dele e vem defender um partido maçônico, com rituais e doutrina seguidos deliberadamente. Quem não gostar de determinada conduta política de dirigente ou militante petista, que venha para o debate interno, pois é nesse debate que o PT constrói sua unidade programática e de ação.

 

O PT governa o Brasil pela quinta vez. Ou seja, é uma experiência que já deu certo. Não é uma aventura ou um movimento. É uma organização do campo da esquerda que ousou se construir na pluralidade e foi abraçado pelo povo brasileiro. Nunca antes uma agremiação de esquerda tinha governado o país.

 

 

No PT não tem centralismo democrático. Não é essa a constituição organizativa do partido. Mas quando os partidos comunistas se organizaram nesse princípio, o do centralismo democrático, indivíduos também condenavam o modelo. Ora, o que existe é muita gente querendo posar de puro, enquanto coça o pé na frente do computador.

 

Sobre as tendências que fertilizam o PT, não são problemas. São riqueza política e exemplo de democracia. São esses grupos de pensamento que enxertam a vida partidária. Não existe nenhum partido com tanta pluralidade de ideias.

 

Fotos: Reprodução

 

Sobre condutas políticas de petistas, há profunda discussão interna e estão no campo da democracia do partido. Tem militante e dirigente mais à esquerda e tem gente que não faz o combate ideológico, mas tem uma clara militância de classe, em favor dos trabalhadores, do povo do interior, das minorias sociais, da cultura, etc.

 

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É assim o PT. Unidade sim, mas na diversidade e não no autoritarismo. 

 

Lúcio Carril
Sociólogo

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