17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Elas nos inspiram - 13/10/2023

Paixão que ultrapassa obstáculos

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Internet

Apesar das dificuldades, atletas profissionais falam do amor pelo Esporte e de como não abrem mão de buscar a realização dos sonhos, ao mesmo tempo em que se dividem em várias tarefas

“Sempre fui baixinha e todo mundo me questionava por estar em uma quadra de basquete. Tive que provar que não tem impedimento quando você realmente quer alguma coisa. Já vivi algumas situações de preconceito por ser mulher e por ser negra enquanto jogava, mas só me deixaram mais forte”, destaca a ex-jogadora da Seleção Brasileira de Basquete, Adriana Moisés, mais conhecida como Adrianinha, que, aos 13 anos, decidiu morar longe dos pais, abriu mão da família para lutar e conquistar espaço no esporte.

 

Em pesquisa realizada pelo estudo “Beyond 30 per cent: Workplace Culture in Sport”, cerca de 40% das mulheres do meio esportivo já sofreram algum tipo de discriminação. Foram ouvidos aproximadamente 1.152 homens e mulheres da indústria do esporte revelando que apenas 20% dos homens passaram por essa situação.

 

Realidade difícil de ser encarada por muitos mas, para inúmeras mulheres, são apenas alguns dos motivos que as impulsionam para fazer o que amam, com total entrega, rompendo barreiras e paradigmas, como é o caso da árbitra de futebol Raquel Ferreira que, desde a infância, era apaixonada pelo esporte. Escolheu o curso de Educação Física e lá foi informada sobre o curso de arbitragem de futebol, carreira que segue há dez anos. As dificuldades foram muitas, a maioria delas apenas por ser mulher.

 

Veja também

 

Gabriela Loran: "Foi no teatro que eu me desabrochei enquanto mulher"

Como Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, inspira jovens no Irã contra a misoginia



Foto: Lorena Lima

 

 No ano de 1900, em Paris, na França, algumas barreiras começaram a ser derrubadas, havendo a permissão de que modalidades fossem destinadas às mulheres, resultando na inclusão do golfe e tênis femininos, apenas pelo motivo de não haver contato físico e por serem considerados esteticamente belos. O machismo e o preconceito dificultaram a entrada das mulheres nesse meio, e isso se reflete nos dias de hoje.

 

Dress code: como se vestir em uma partida de golfe?

 

Cento e doze anos depois, nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, pela primeira vez, os 204 países participantes levaram homens e mulheres para a competição e 44% dos participantes eram do sexo feminino. Foi o maior percentual de mulheres na história das Olimpíadas. Também houve competições femininas em todos os esportes. As mulheres comandaram a campanha vitoriosa dos Estados Unidos, conquistando 58 das 104 medalhas. A China também se destacou como vice campeã, e 49 dos 87 pódios foram femininos.

 

A cobertura da imprensa no esporte feminino - FootHub

 

 Com passar dos anos e das competições olímpicas, as mulheres ingressaram em outros esportes, mas ainda assim, há uma diferença expressiva não só na quantidade de mulheres participantes, mas também em relação à salários, tratamentos, entre outros fatores.

 

Globoesporte.com > Pequim 2008 - NOTÍCIAS - Adrianinha pede dispensa e não  participará do Pré-Olímpico da Espanha

Fotos: Reprodução/Internet

 

Para as mulheres que enfrentam essas dificuldades, o principal motor para seguir em frente é a paixão. Para Adrianinha, o basquete é uma das coisas mais importantes da sua vida. “Foi muito aprendizado que me fortaleceu. As oportunidades apareceram e, graças a Deus e a minha família, muitas pessoas me apoiaram e pude aproveitar”, afirma. Aos 26 anos, ela se tornou mãe de primeira viagem, recebendo o privilégio e um dos maiores desafios que a mulher pode ter. Conciliar as duas coisas não é fácil.

 

“Ser mãe e ser atleta de alto rendimento é muito difícil. Fui até questionada se queria ter minha filha mesmo. Ter que escolher entre a carreira e ser mãe é um absurdo, ser mãe é uma dádiva de Deus. Hoje, minha filha tem 12 anos e já é atleta também. Assim foi minha carreira, com quatro mundiais, cinco olimpíadas e com muita honra vestindo a camisa da seleção brasileira feminina. Encerrei minha carreira no Recife, onde moro, me casei e fui novamente mãe da bebezinha Regina”.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Encarar os desafios e correr atrás do que muitos acreditam ser profissão apenas para homens e que lugar de mulher é fora do campo ou das quadras, foi um dos desafios que a árbitra Raquel enfrentou, mas os motivos que a fazem continuar e exercer sua profissão são maiores do que qualquer um que queira desmotivá-la. “Paixão define minha relação com a profissão. Aprendi a gostar e levá-la como uma das minhas prioridades. Saber que, como mulher, posso contribuir para que outras mulheres acreditem que podem atuar em diversos locais de trabalho que ainda são considerados ambientes masculinos é gratificante e me motiva”.

 

Fonte: com informações da web jornalismo unicap

 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.