Os indicadores mais recentes confirmam o tamanho dessa tragédia social.
Em um país onde quatro mulheres são mortas todos os dias simplesmente por serem mulheres, o Brasil enfrenta uma crise estrutural de violência de gênero que exige respostas urgentes e coordenadas. Essa realidade, que se intensifica ano após ano, é exatamente o motivo pelo qual o Portal Mulher Amazônica — o primeiro e único portal de notícias no Norte voltado especificamente para mulheres — tem se dedicado, com rigor e sensibilidade, a dar voz às mulheres da nossa região e do país inteiro.
Os indicadores mais recentes confirmam o tamanho dessa tragédia social. Em 2025, o Brasil registrou cerca de 1.470 feminicídios, o maior número já contabilizado e equivalente a uma média de quatro assassinatos de mulheres por dia por motivos de gênero. Esses dados foram consolidados pelos registros oficiais de segurança pública no país.
Além disso, uma pesquisa nacional recente mostra que, ainda em 2025, aproximadamente 3,7 milhões de mulheres sofreram violência doméstica ou familiar. Esses episódios, que variam de agressões físicas a violência psicológica e sexual, muitas vezes acontecem dentro de casa, na presença de crianças e adolescentes, deixando marcas profundas e duradouras.
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Essa é a realidade que o Portal Mulher Amazônica denuncia diuturnamente: uma epidemia que atravessa classes, raças e territórios, mas que atinge com especial gravidade mulheres negras, indígenas, periféricas, do campo e outras em situação de vulnerabilidade.
O papel do Portal Mulher Amazônica
Como veículo pioneiro no Norte do Brasil, criado e idealizado por Maria Santana Souza, o portal tem assumido uma postura plural, combativa e informativa, amplificando relatos, dados e reflexões sobre a violência de gênero. Segundo Maria Santana: “Nossa missão vai além de informar: é resistir, educar e construir uma narrativa que coloque as vidas das mulheres no centro das prioridades públicas e sociais. Enquanto mulheres da Amazônia, sabemos que nossas vozes precisam ser escutadas com urgência, porque a violência de gênero não é apenas estatística — são vidas que se perdem, famílias que se destroem e uma sociedade inteira que sofre.” — Maria Santana Souza, idealizadora do Portal Mulher Amazônica
Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio: esperança e desafio
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Na esteira desse cenário dramático, o anúncio do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo Governo Federal, Congresso Nacional e Poder Judiciário, representa uma iniciativa inédita de enfrentamento coordenado e permanente dessa crise. A proposta reúne os três poderes em um esforço articulado para reforçar proteção, responsabilização e prevenção.
Durante a solenidade, a primeira-dama Janja Lula da Silva emocionou a plateia ao falar sobre a necessidade de envolver os homens no combate à violência de gênero. Para ela, o pacto é: “um compromisso pela vida de todas as mulheres e meninas brasileiras.” Janja destacou ainda que a campanha “Todos por Todas” busca justamente essa união, convocando homens a se tornarem aliados ativos na desconstrução de comportamentos e culturas que perpetuam a violência.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, afirmou que o pacto marca: “uma nova era na relação entre homens e mulheres” e que a sociedade precisa ir além dos discursos, enfrentando de forma direta o machismo estrutural: “É preciso desconstruir essa cultura machista que ainda envergonha o país e envolver todos — especialmente os homens — nessa causa.” Lula agradeceu publicamente à primeira-dama Janja por ter impulsionado a iniciativa e reforçou que a responsabilidade de combater o feminicídio deve ser compartilhada por toda a sociedade, e não apenas pelas mulheres.
O que o pacto prevê na prática

Primeira-dama Rosângela Silva discursou na abertura da cerimônia
de lançamento do Pacto Brasil contra o Feminicídio
O pacto estabelece medidas concretas para fortalecer a proteção às mulheres, como:
• integração entre Justiça, segurança pública, assistência social e rede de acolhimento, garantindo que medidas protetivas sejam rápidas e eficazes;
• enfrentamento do machismo estrutural e das novas formas de violência, incluindo a violência digital;
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• atenção especial às mulheres em maior vulnerabilidade;
• monitoramento e transparência, com relatórios públicos periódicos.
O acordo reforça que o enfrentamento ao feminicídio precisa ser contínuo, estruturado e muito além de campanhas pontuais.
Por que as mulheres do Norte precisam dessa mobilização?
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Na Amazônia, os desafios são ainda mais complexos: barreiras geográficas dificultam o acesso à Justiça e serviços de proteção; desigualdades sociais aumentam a exposição à violência; e muitas vezes a luta por direitos básicos, como segurança, saúde e saneamento, se sobrepõe ao debate sobre gênero. Enquanto veículo de comunicação com foco nas mulheres da região Norte, temos testemunhado histórias que revelam não apenas a crueldade da violência, mas também a resistência de mulheres que se levantam para exigir dignidade, proteção e justiça. Esta luta é coletiva: envolve sobreviventes, famílias, organizações sociais, instituições públicas e a sociedade civil.
Posicionamento do Portal Mulher Amazônica
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Foto: Reprodução Portal Amazônica
O Brasil vive um momento de alerta e mobilização. A cada vez que uma mulher tem sua vida interrompida pela violência, perdemos mais do que uma pessoa — perdemos potencial, esperança e o direito de viver livres de medo. Por isso, iniciativas como o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio são fundamentais, mas precisam ser fortalecidas com políticas públicas reais, investimento em educação e saúde, e uma mudança cultural ampla. O Portal Mulher Amazônica continuará na linha de frente dessa luta, articulando vozes, dados e políticas que apontem para um Brasil no qual nenhuma mulher tenha que pagar com sua vida apenas por ser mulher.
POR PORTAL MULHER AMAZÔNICA
Fontes de pesquisa e infomações:
Agência Brasil — Três Poderes lançam pacto contra o feminicídio
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-02/tres-poderes-lancam-pacto-para-enfrentamento-ao-feminicidio-no-brasil
Agência Brasil — Dados sobre violência e medidas protetivas em 2025;
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-02/chefes-de-poderes-assinarao-pacto-contra-o-feminicidio-no-brasil
Senado Federal (DataSenado) — Violência de gênero atinge 3,7 milhões de brasileiras;
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/11/24/datasenado-violencia-de-genero-atinge-3-7-milhoes-de-brasileiras.
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