Com diretórios estaduais liberados para escolher seus palanques, aliança é vista como improvável
Interessado em se reeleger presidente do Senado no ano que vem, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) recebeu ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e parlamentares do PT em um almoço em Brasília. Do lado petista, o encontro serviu para que Lula pedisse ao senador ajuda para atrair o apoio do PSD à sua candidatura à Presidência já no primeiro turno, o que é improvável devido às divisões regionais na sigla comandada por Gilberto Kassab, que liberou cada diretório estadual para se posicionar como quiser.
O almoço na residência oficial do Senado foi a primeira reunião entre Lula e Pacheco, que até então não se conheciam. Segundo interlocutores do petista, a agenda também simbolizou um gesto inicial do que pode vir a ser uma costura política pela reeleição do senador mineiro no comando da Casa. No ano passado, o senador do PSD contou com o apoio da bancada do PT para conquistar a presidência do Congresso. Parlamentares que participaram da reunião de ontem admitem que a aliança pode ser renovada no ano que vem em caso de vitória do ex-presidente na corrida pelo Palácio do Planalto.
"É um bom caminho para começar a conversa entre dois líderes. Lula é o candidato mais bem colocado (nas pesquisas de inteção de voto) à Presidência. Pacheco quer se reeleger à presidência do Congresso", afirmou o senador Jean Paul Prates (PT-RN).
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Estratégia petista

Segundo ele, porém, o assunto não foi tratado no almoço de ontem: "Ninguém avançou o sinal desse jeito, mas acho que é um caminho legal e pode rolar".

A investida no chefe do Legislativo faz parte de uma série de movimentos de Lula para se aproximar de parlamentares do PSD. A estratégia petista tem sido conquistar apoios individuais, como o do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que foi vice-líder do governo de Jair Bolsonaro, mas na terça-feira declarou que estará com o PT em seu estado.
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Fotos: Reprodução
Vem se tornando mais provável que Lula obtenha o apoio pessoal do presidente nacional do partido até a eleição. Gilberto Kassab tem sinalizado a aliados que fará esse movimento já no primeiro turno. Depois que os comandos estaduais foram liberados para escolher seu presidenciável, na última semana os rumos tomados pela legenda em Rio e São Paulo revelam as diferentes estratégias para cada região. Enquanto o PSD vai emplacar o vice do ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio Freitas, na disputa paulista, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, declarou apoio à eleição de Lula.
Fonte: Portal iG
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