18 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Saúde da Mulher - 31/10/2025

Outubro Rosa: Autoexame não substitui mamografia na detecção precoce do câncer

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Especialistas alertam que consultas e exames regulares aumentam as chances de cura e reduzem tratamentos agressivos

O cuidado com a saúde das mamas vai muito além do autoexame. Especialistas reforçam que, embora tocar e conhecer o próprio corpo seja útil, ele não substitui exames de imagem essenciais, como a mamografia, nem consultas médicas periódicas. A detecção precoce do câncer de mama é decisiva para aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de tratamentos agressivos.

 

Segundo o oncologista Ramon Andrade de Mello, o diagnóstico precoce impacta diretamente o prognóstico da paciente."Em estágios iniciais, como o estágio 1, a doença pode ser tratada de forma mais conservadora, muitas vezes com cirurgia apenas, sem necessidade de quimioterapia. Também há maior preservação estética e menos efeitos colaterais" , explica o especialista.

 

Veja também

 

Alerta: Mulheres são maioria quando o assunto é incontinência urinária

Senado aprova mamografia anual no SUS a partir dos 40 anos: avanço na prevenção e no diagnóstico precoce do cânce de mana

Autoexame: alerta ou falsa sensação de segurança?

 

 

 
O autoexame é uma ferramenta útil para a mulher conhecer seu corpo e identificar alterações suspeitas, mas não deve ser a única estratégia de prevenção. A ginecologista Ana Paula Fabricio lembra que 60% das pacientes que chegam com câncer de mama perceberam primeiro um nódulo ou alteração por meio do autoexame.

 

"Por isso, ao notar qualquer mudança, a mulher deve procurar avaliação médica imediatamente" , reforça.Entre os sinais de alerta estão: nódulos endurecidos, alterações na pele, secreção pelo mamilo com coloração anormal, dor, coceira ou vermelhidão. Mesmo sem histórico familiar de câncer, essas alterações exigem investigação com mamografia e ultrassom.

 

 

 

Igor Padovesi, especialista em ginecologia, destaca que o autoexame pode confundir algumas mulheres. "Algumas acreditam que, ao não encontrar nada, estão seguras. Mas muitos cânceres iniciais não são palpáveis e só aparecem em exames de imagem. Por isso, o acompanhamento clínico é indispensável", diz.

 

Quando começar os exames e qual a frequência ideal?

 

 


As recomendações variam, mas há consenso de que a mamografia deve começar aos 40 anos, com exames anuais, mesmo sem histórico familiar. Para mulheres mais jovens, o ultrassom pode complementar a mamografia, especialmente em mamas densas. "Embora o risco aumente com a idade, a incidência de câncer de mama tem crescido entre mulheres a partir dos 25 anos. Por isso, em consultórios particulares, muitos médicos solicitam ultrassom anual a partir dos 30 anos", explica Padovesi.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

 Fotos: Reprodução/Google

 

O autoexame continua sendo um recurso de autoconhecimento e alerta, mas não substitui exames de rastreio e acompanhamento médico regular.Mamografia, ultrassom e consultas periódicas são os pilares da prevenção e do diagnóstico precoce. O cuidado contínuo aumenta significativamente as chances de tratamentos menos invasivos e de cura. 

 

Fonte: com informações Ig

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.