04 de Maio de 2026

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Diversidade - 05/04/2025

Os Cordões da Inclusão: Identificação e Respeito na Sociedade

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Foto: Reprodução/Google

No Portal Mulher Amazônica e no Ela Podcast, acreditamos que a informação é uma ferramenta poderosa para impulsionar mudanças sociais.

Os cordões da inclusão são ferramentas fundamentais para sinalizar deficiências e condições cognitivas atípicas, facilitando a identificação dessas pessoas em atendimentos prioritários e contribuindo para uma sociedade mais acessível e acolhedora. Entre os mais conhecidos estão o cordão dos girassóis e o do quebra-cabeça, mas há outros que representam diferentes condições e que precisam ser mais divulgados e respeitados.

 

Cordão dos Girassóis

 

O cordão dos girassóis, com fundo verde e estampa de girassóis, é o símbolo oficial no Brasil para identificar pessoas com deficiências ocultas ou condições cognitivas atípicas, como autismo, doença de Crohn, TDAH, deficiência auditiva, baixa visão, entre outras. Essas condições muitas vezes não são percebidas de imediato, tornando o cordão uma ferramenta essencial.

 

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A Lei nº 14.624/2023 alterou a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), estabelecendo o cordão dos girassóis como símbolo nacional para identificação dessas pessoas.

 

O uso do girassol, que representa resiliência e resistência na luta por acessibilidade, teve origem em um aeroporto de Londres, onde uma companhia aérea ofereceu os cordões a passageiros que necessitavam de atendimento especial. Com o tempo, o símbolo se espalhou para outros países e setores de atendimento público. Apesar de sua ampla aceitação, o cordão dos girassóis não substitui a necessidade de apresentação de documentos comprobatórios da deficiência ou transtorno caso solicitado por atendentes ou autoridades competentes.

 

Cordão do Quebra-Cabeça

 

 

 

O cordão do quebra-cabeça tem um histórico controverso. Criado e popularizado por um membro da organização Autism Speaks, do Reino Unido, ele é frequentemente criticado pela comunidade autista, que rejeita sua associação a termos negativos como “epidemia”, “cura” e “desgosto”. Essa conotação levou a comunidade neurodivergente a desenvolver um novo símbolo mais inclusivo.

 

Cordão do Infinito

 

 

 

Em resposta ao simbolismo capacitista do quebra-cabeça, a comunidade autista criou o cordão do infinito, representado pelo símbolo do infinito nas cores do arco-íris. Esse símbolo simboliza as diferenças, a complexidade e a variedade das composições neurológicas humanas. Ele também busca substituir os símbolos anteriores, promovendo uma visão mais inclusiva sobre a neurodiversidade.

 

Uma pessoa neurodivergente pode apresentar deficiências psiquiátricas, como depressão, ansiedade, esquizofrenia, bipolaridade e TOC; deficiências de desenvolvimento ou intelectuais, como autismo e síndrome de Down; além de deficiências de aprendizagem, como dislexia e TDAH. O termo neurodiversidade foi registrado pela primeira vez em 1998 pela socióloga australiana Judy Singer, que se descobriu autista na idade adulta.

 

Cordão das Mãozinhas

 

 

 

O cordão das mãozinhas, ainda pouco conhecido, é utilizado para identificar pessoas com Síndrome de Down. Ele faz referência às características específicas das mãos das pessoas desse grupo. Embora algumas pessoas questionem a necessidade desse cordão devido às características físicas marcantes da Síndrome de Down, sua existência reflete a importância da representatividade e do orgulho na luta por direitos e respeito.

 

Outros Cordões

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Além desses principais símbolos, há também cordões de cores específicas para indicar diferentes condições:

 

• Amarelo: Deficiências visuais.
• Branco: Deficiências auditivas.
• Vermelho: Condições médicas de emergência, como epilepsia e alergias graves.
• Laranja: TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

 

Esses cordões são essenciais para garantir o atendimento adequado a quem precisa, promovendo a inclusão e o respeito em diferentes espaços da sociedade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente de seus significados e que haja maior divulgação e aceitação dessas identificações. A utilização dos cordões da inclusão vai além da sinalização: é uma forma de garantir que pessoas com deficiências ou condições atípicas sejam tratadas com dignidade e respeito, contribuindo para uma sociedade mais acolhedora e consciente sobre a diversidade humana.

 

Os cordões da inclusão representam mais do que simples acessórios: são sinais de reconhecimento, empatia e respeito às necessidades de cada indivíduo. Para que essa iniciativa tenha verdadeiro impacto, é essencial que haja conscientização e respeito por parte da sociedade, garantindo que cada pessoa que os utiliza seja compreendida e acolhida em todos os ambientes.

 

No Portal Mulher Amazônica e no Ela Podcast, acreditamos que a informação é uma ferramenta poderosa para impulsionar mudanças sociais. Nosso compromisso é dar voz a temas que realmente importam, como inclusão, diversidade e acessibilidade.

 
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